Eleições 2026: quem são os candidatos ao Senado pelo PR

Duas vagas estarão em disputa no PR; veja os nomes oficializados pelos partidos

Compartilhe:
PR tem nove candidaturas ao Senado nas Eleições 2026

Paraná tem nove candidaturas na disputa pelas duas vagas do Senado nas Eleições 2026 (Foto: Divulgação)

O Paraná terá nove candidatos na disputa pelas duas vagas do Senado nas Eleições 2026. Os nomes foram escolhidos pelos partidos e federações durante as convenções realizadas até 5 de agosto. O eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes ao Senado. Serão eleitos os dois mais votados, sem possibilidade de 2º turno.

Continua após a publicidade

Cada estado tem direito a três cadeiras de senador e o mandato do cargo dura oito anos. Desta forma, 1/3 (27 vagas) do Senado é renovado em uma eleição e os outros 2/3 (54 vagas) na eleição seguinte.

Neste ano, duas cadeiras estarão em disputa. Cada eleitor dará dois votos para o cargo, que não podem ser no mesmo candidato. O candidato ao Senado também indica dois suplentes, que assumem o cargo automaticamente caso o titular renuncie ou não possa exercer a função por algum outro motivo.

Continua após a publicidade

Quem são os candidatos ao Senado pelo Paraná

Alexandre Curi (Republicanos)

Alexandre Curi, de 47 anos, é deputado estadual e candidato do Republicanos ao Senado pelo Paraná. Graduado em Gestão Pública, iniciou a trajetória política em 2000, quando foi eleito vereador de Curitiba. Dois anos depois, assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), onde foi reeleito em 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022, quando foi o deputado estadual mais votado do Estado.

Curi integra a Coligação A Mudança Continua e tem Dudu Potencial (Republicanos) como 1º suplente e Nelson Padovani (Progressistas) como 2º suplente. Declarou R$ 1.088.725,03 em bens à Justiça Eleitoral. O registro eleitoral está disponível no sistema da Justiça Eleitoral na condição “aguardando julgamento”.

Cristina Graeml (PSD)

Cristina Graeml é jornalista e tem mais de 30 anos de carreira no Paraná. Natural de Curitiba, disputou as eleições municipais de 2024 pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB), quando concorreu à Prefeitura de Curitiba e chegou ao 2º turno, com mais de 390 mil votos, o equivalente a 42,63% dos votos válidos.Depois da eleição, passou pelo Podemos e pelo União Brasil. Em abril de 2026, filiou-se ao PSD, partido do governador Ratinho Junior, para disputar uma vaga no Senado.

Até a publicação desta matéria, os dados da candidatura ainda não constavam no sistema DivulgaCand do TSE. Por isso, informações como suplentes, patrimônio declarado e situação do registro não estavam disponíveis na consulta eleitoral.

Continua após a publicidade

Deltan Dallagnol (Novo)

Deltan Dallagnol, de 46 anos, é advogado e candidato do Novo ao Senado pelo Paraná. Natural de Pato Branco, no Sudoeste do Estado, é formado em Direito e mestre pela Harvard Law School. Foi procurador da República entre 2003 e 2021 e coordenou a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba entre 2014 e 2020. Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Paraná e no ano seguinte, teve o registro de candidatura cassado pelo TSE e perdeu o mandato.

Dallagnol integra a Coligação Fortaleza do Paraná, formada por Podemos, PL e Novo. Tem Wilson Picler (PL) como 1º suplente e Markenson Marques dos Santos (Novo) como 2º suplente. Declarou R$ 2.756.904,77 em bens à Justiça Eleitoral. O registro eleitoral está disponível no sistema da Justiça Eleitoral na condição Aguardando julgamento.

Continua após a publicidade

Doutor Rosinha (PT)

Doutor Rosinha, de 75 anos, é médico pediatra e candidato do PT ao Senado pelo Paraná. Nascido em Rolândia, no Norte do Estado, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), além de ter sido um dos fundadores do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc). Foi vereador de Curitiba, deputado estadual e exerceu quatro mandatos como deputado federal. Também disputou a Prefeitura de Curitiba, em 1992, e o Governo do Paraná, em 2018.

Doutor Rosinha integra a Coligação Paraná para Todos, formada por PDT, Federação Brasil da Esperança (PT/PC do B/PV), Federação PSOL Rede (PSOL/Rede) e Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade). Tem Cris Wainer (PT) como 1ª suplente e Tia Celina (PT) como 2ª suplente. Declarou R$ 570.724,21 em bens à Justiça Eleitoral. O registro eleitoral está disponível no sistema da Justiça Eleitoral na condição Aguardando julgamento.

Continua após a publicidade

Filipe Barros (PL)

Filipe Barros, de 35 anos, é advogado e candidato do PL ao Senado pelo Paraná. Formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), iniciou a carreira política como assessor legislativo na Câmara Municipal de Londrina e foi eleito vereador da cidade em 2016. Em 2018, foi eleito deputado federal e, em 2022, conquistou a reeleição pelo PL. Atualmente, também preside o diretório estadual da sigla no Paraná.

Filipe Barros integra a Coligação Fortaleza do Paraná, formada por Podemos, PL e Novo. Tem Paulo Base (PL) como 1º suplente e Sergio Domingues (PL) como 2º suplente. Declarou R$ 1.107.434,39 em bens à Justiça Eleitoral. O registro eleitoral está disponível no sistema da Justiça Eleitoral na condição Aguardando julgamento.

Continua após a publicidade

Gleisi Hoffmann (PT)

Gleisi Hoffmann, de 60 anos, é advogada e candidata do PT ao Senado pelo Paraná. Formada pela Faculdade de Direito de Curitiba, iniciou a trajetória política no movimento estudantil e foi eleita senadora em 2010. Licenciou-se do cargo para comandar a Casa Civil no governo Dilma Rousseff (PT), disputou o Governo do Paraná em 2014 e foi eleita deputada federal em 2018, sendo reeleita em 2022. Em 2025, assumiu a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, cargo que deixou para disputar novamente o Senado.

Gleisi integra a Coligação Paraná para Todos, formada por PDT, Federação Brasil da Esperança (PT/PC do B/PV), Federação PSOL Rede (PSOL/Rede) e Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade). Tem Assis Gurgacz Neto (PDT) como 1º suplente e Prof. Aldair Rizzi (Rede) como 2º suplente. Declarou R$ 1.949.457,16 em bens à Justiça Eleitoral. O registro eleitoral está disponível no sistema da Justiça Eleitoral na condição Aguardando julgamento.

Continua após a publicidade

Joaquim do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (UP)

Joaquim Maciel é coordenador nacional do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e candidato da Unidade Popular (UP) ao Senado pelo Paraná. Participa de ocupações populares em Curitiba e fundou a Central de Movimentos Populares. Também atuou em entidades ligadas à defesa de moradores de áreas de risco e catadores de materiais recicláveis.

Até a publicação desta matéria, os dados da candidatura ainda não constavam no sistema DivulgaCand do TSE. Por isso, informações como suplentes, patrimônio declarado e situação do registro não estavam disponíveis na consulta eleitoral.

Continua após a publicidade

Karen Guerreiro (Missão)

Karen Guerreiro é comunicadora e candidata do Missão ao Senado pelo Paraná. Moradora de Santa Izabel do Oeste, no Sudoeste do Estado, é formada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul e trabalhou como diretora de arte e comunicadora de rádio. Trabalha há mais de 20 anos como protetora autônoma de animais.

Até a publicação desta matéria, os dados da candidatura ainda não constavam no sistema DivulgaCand do TSE. Por isso, informações como suplentes, patrimônio declarado e situação do registro não estavam disponíveis na consulta eleitoral.

Continua após a publicidade

Marcelo Marcelino (PCO)

Marcelo Marcelino é economista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e candidato do PCO ao Senado pelo Paraná. Iniciou a trajetória política ainda na adolescência, participando da campanha pelas eleições diretas para governadores em 1982 e, nos anos seguintes, do movimento Diretas Já. Como professor, integrou movimentos em defesa da educação pública e contra a privatização de estatais, como a Vale do Rio Doce e a Copel. Também coordenou a Auditoria Cidadã da Dívida em Curitiba por oito anos.

Até a publicação desta matéria, os dados da candidatura ainda não constavam no sistema DivulgaCand do TSE. Por isso, informações como suplentes, patrimônio declarado e situação do registro não estavam disponíveis na consulta eleitoral.

Continua após a publicidade

Como serão eleitos os senadores em 2026

O Senado Federal possui 81 integrantes, sendo três representantes de cada Estado e do Distrito Federal. Nas Eleições 2026, duas das três cadeiras de cada unidade da Federação estarão em disputa. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes, e os dois mais votados serão eleitos, sem 2º turno. O mandato de senador dura oito anos, e cada candidato concorre com dois suplentes, que podem assumir o cargo em caso de afastamento, licença, renúncia ou morte do titular.

O que faz um senador

O senador representa o Estado no Congresso Nacional. Entre suas funções estão propor, discutir e votar leis, emendas à Constituição e o orçamento federal, além de fiscalizar o governo.

Continua após a publicidade

O Senado também analisa projetos aprovados pela Câmara, participa de comissões e CPIs e decide sobre indicações para cargos como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), procurador-geral da República (PGR) e dirigentes do Banco Central. Os senadores também julgam processos de impeachment nos casos previstos pela Constituição.