“Angústia”: catarinense relata correria para sair de prédio e salvar animais em terremoto que matou centenas na Colômbia

Terremoto deixou mais de 230 vítimas fatais e milhares ainda estão desaparecidos, segundo a última atualização do governo colombiano

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Daiane só teve tempo de buscar seus cachorros e sair correndo de prédio (Foto: Daiane Würz, Arquivo pessoal; Redes sociais, Reprodução)

Daiane só teve tempo de buscar seus cachorros e sair correndo de prédio (Foto: Daiane Würz, Arquivo pessoal; Redes sociais, Reprodução)

Angústia. Esse foi o sentimento da catarinense Daiane Würz, de 34 anos, que mora na Colômbia e estava em Bogotá no momento do terremoto de magnitude 7,4 que já deixou 233 mortos, na segunda-feira (10), sentiu ao precisar sair de apartamento às pressas e perceber que não estava preparada para aquele tipo de situação. Ao NSC Total, ela contou que só teve tempo de sair correndo e de buscar seus animais de estimação, três cachorros, em meio ao desespero.

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De acordo com a última atualização do governo da Colômbia, nesta quarta-feira (12), cerca de 3 mil pessoas estão desaparecidas após o tremor que devastou o país. O governo também declarou desastre nacional, enquanto os socorristas tentam buscar vítimas ainda com vida embaixo dos escombros de prédios e estabelecimentos derrubados durante o terremoto.

Uma das cidades mais afetadas é Cali, onde 74 pessoas morreram. Daiane conta que é lá que alguns colegas de trabalho moram, mas que todos estão bem e em segurança. A catarinense, natural de Indaial, no Vale do Itajaí, atua como gerente de customer service em uma multinacional alemã que possui fábrica em Pomerode, em Santa Catarina, e já vive há sete anos no país, à trabalho.

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Ela conta que era por volta das 7h35min quando sentiu os tremores, mesmo a quase 400 km da cidade de Choco, onde ocorreu o epicentro do terremoto. Ela afirmou que se arrumava para o trabalho e conseguiu ver a cama e as lâmpadas se mexerem, enquanto a cortina balançava.

“Esse terremoto foi o mais forte que senti nesses anos que vivo na Colômbia. […] Na mesma hora percebi que era um terremoto”, diz.

Um vídeo de uma câmera de segurança do prédio onde ela estava mostra as lâmpadas se mexendo intensamente durante os tremores.

Veja o vídeo

Impacto menor em Bogotá

Segundo Daiane, os estragos foram menores em Bogotá, já que muitos edifícios estão preparados para os terremotos, mesmo que o país esteja acostumado a receber tremores mais fracos.

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“Quem vive em pisos mais altos sofre um pouco mais os danos, porque caem coisas dos móveis e acabam rompendo. No nosso edifício, tem um sistema de alarme para terremoto que foi disparado, temos algumas rachaduras nas paredes que já apareciam em outros terremotos, mas ontem elas ficaram mais abertas”, conta.

As rachaduras, no entanto, são pequenas, conforme ela explica. Daiane diz que o país faz simulações para que a população possa saber o que fazer durante os terremotos e que já passou por cerca de seis terremotos na Colômbia, mas que quando os tremores são mais fortes, muitas pessoas, assim como ela, não estão preparadas.

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No momento do terremoto, ela foi diretamente aos cães para colocar a coleira neles. Depois disso, só teve tempo de colocar um chinelo e evacuar o apartamento.

“A gente ‘acostuma’ [com os tremores], então acaba relaxando. Eu não tinha uma bolsa preparada pra sair, acho que isso me deixou mais angustiada, porque tinha três cachorros para arrumar, meu esposo estava viajando, então me peguei despreparada”, afirma.

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População unida

Além das equipes de emergência, voluntários também usam as próprias mãos para buscar sobreviventes em meio aos escombros. Apesar do cenário de destruição, Daiane conta que são nessas horas que consegue ver como o povo colombiano é empático.

“São famílias, empresas, bombeiros, países que se unem para ajudar um ao outro a se reerguer e seguir adiante. Vivendo aqui 7 anos, vejo como o povo Colombiano é forte e guerreiro”, diz.

Veja fotos do terremoto na Colômbia