As cozinhas modernas estão abandonando os armários embaixo da pia e a explicação está na praticidade

Com extensão total e divisórias sob medida, os módulos aproveitam melhor a profundidade da cozinha e reduzem o esforço para alcançar o fundo dos armários

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Gavetas profundas ganham espaço nos projetos de cozinha ao deixar panelas, louças e utensílios mais fáceis de alcançar (Foto: Ilustração gerada por IA)

Gavetas profundas ganham espaço nos projetos de cozinha ao deixar panelas, louças e utensílios mais fáceis de alcançar (Foto: Ilustração gerada por IA)

Abrir o armário, abaixar e começar a tirar panelas da frente até alcançar justamente aquela que ficou lá no fundo. Durante muito tempo, essa pequena ginástica fez parte da rotina de cozinhas montadas quase inteiramente com portas e prateleiras.

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Nos projetos mais recentes, uma mudança simples tenta resolver esse problema: gavetas maiores passaram a ocupar boa parte dos módulos inferiores. Em vez de obrigar o morador a procurar objetos dentro do armário, elas trazem praticamente todo o conteúdo para fora de uma vez.

Panelas, pratos, assadeiras e até tampas ficam visíveis assim que a gaveta é aberta. 

O ganho não está apenas na organização. Aproveitar a profundidade inteira do móvel sem transformar o fundo em uma área esquecida muda bastante a rotina de quem cozinha todos os dias.

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Fundo deixa de sumir

Em um armário convencional, a porta dá acesso a uma prateleira que continua avançando para dentro do móvel. Quanto mais profunda ela é, maior a chance de algum utensílio ficar escondido atrás dos outros.

Com a gaveta, acontece o contrário. O módulo inteiro desliza para fora, aproximando tudo de quem está na frente da bancada.

Boa parte dos sistemas atuais trabalha com corrediças de extensão total, capazes de permitir uma abertura quase completa. Assim, até objetos guardados no fundo continuam fáceis de visualizar e alcançar.

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Esse tipo de solução acompanha uma busca maior por armazenamento personalizado nas cozinhas. Em vez de criar vários compartimentos iguais e descobrir depois o que cabe em cada um, o projeto começa a considerar o uso de cada espaço.

Cada coisa perto do uso

A diferença aparece também na distribuição dos utensílios.

Panelas podem ocupar uma gaveta próxima ao fogão. Assadeiras ficam melhor perto do forno, enquanto pratos podem ser posicionados em um módulo próximo da lava-louças ou da bancada onde são usados com mais frequência.

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Organizar dessa forma reduz aquele vai e volta pela cozinha para buscar objetos que poderiam estar a poucos centímetros do lugar onde serão utilizados.

Também fica mais fácil perceber quando alguma coisa está fora do lugar. Com praticamente todo o conteúdo aparecendo ao abrir a gaveta, utensílios esquecidos no fundo deixam de desaparecer durante meses.

Tamanho precisa fazer sentido

Trocar portas por gavetas, porém, não significa simplesmente criar módulos enormes.

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Antes de definir as medidas, é melhor olhar para o que realmente será guardado. Panelas grandes exigem altura, enquanto talheres e utensílios compridos funcionam melhor em compartimentos mais rasos.

Tampas podem ganhar divisórias verticais para não ficarem empilhadas. Pratos também podem receber pinos ou separadores que evitam que se movimentem sempre que a gaveta abre.

No caso de conchas, colheres, pegadores e panos, uma gaveta baixa costuma aproveitar melhor o espaço do que um módulo profundo onde tudo acaba acumulado.

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A lógica muda de acordo com a rotina da casa. Uma cozinha usada diariamente para preparar refeições completas provavelmente precisa de divisões diferentes daquela em que os armários servem principalmente para guardar louças e pequenos aparelhos.

Peso não pode ser ignorado

Quanto maior a gaveta, maior também pode ser o peso colocado sobre as corrediças.

Pratos empilhados, panelas de ferro, travessas e outros utensílios pesados exigem uma estrutura dimensionada para suportar a carga. Por isso, a capacidade do sistema precisa ser conferida antes da fabricação do móvel.

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Não existe um único limite para todas as gavetas. A resistência varia conforme o modelo da corrediça, o tamanho do módulo e a própria configuração escolhida.

Fechamento suave também não significa necessariamente maior capacidade de peso. Essa função está ligada à maneira como a gaveta fecha, e não à quantidade de objetos que poderá carregar.

Antes de encomendar, vale informar ao marceneiro ou fabricante exatamente o que ficará naquele espaço e conferir a especificação do sistema utilizado.

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Portas ainda têm espaço

A mudança também não significa o desaparecimento completo dos armários tradicionais.

Alguns objetos simplesmente funcionam melhor atrás de uma porta. Eletrodomésticos altos, lixeiras, garrafas, panelas muito grandes e aparelhos usados apenas de vez em quando podem exigir módulos com mais espaço vertical.

É justamente por isso que cozinhas formadas exclusivamente por gavetas nem sempre são a solução mais prática.

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A combinação costuma funcionar melhor: gavetas ficam com aquilo que precisa aparecer e estar à mão todos os dias, enquanto portas continuam reservadas aos itens altos ou volumosos.

No lugar de uma cozinha cheia de módulos iguais, cada parte passa a ter uma função. E a mudança mais perceptível acontece justamente quando chega a hora de cozinhar: em vez de se abaixar para procurar uma panela escondida no fundo do armário, basta puxar a gaveta.

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