Luiz Antônio Schweitzer Costa, de 73 anos, de Florianópolis, foi reconhecido pelo Official Word Record (OWR) por possuir a Maior Coleção Fotográfica Documentada de uma Única Musa feita pelo Cônjuge no dia 3 de agosto. Sua esposa e musa, Maria Aparecida Schweitzer Costa, é a figura central em um acervo de mais de 120 mil fotografias, registradas por mais 50 anos.
Os primeiros registros foram feitos no primeiro ano de casamento do casal, em 1975, e inclui imagens feitas no Brasil, na Argentina, no Chile e no Paraguai. Todas as 128.676 fotografias da coleção de Luiz têm um ponto em comum, a musa e esposa Maria, que está sempre presente nas imagens.
A fotografia se tornou parte do cotidiano e das viagens da família. Em vez de serem produzidas como um projeto comercial, as fotografias com Maria como modelo contam a trajetória do casal durante todos esses anos, sendo considerado um acervo de caráter documental pessoal.
Fotos contam história de amor do casal
Segundo Luiz, os dois se conheceram em um parque de diversão no bairro Estreito, em Florianópolis, em 1972. Na época, Luiz era calouro na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Maria era secundarista do Instituto Estadual de Educação (IEE).
No dia em que se conheceram, os dois conversaram por mais de duas horas, mas não conseguiram trocar informações. O local não era muito frequentado por eles e Luiz afirmou que, na época, achou que não conseguiria mais encontrar Maria.
Entretanto, uma semana depois, os dois se encontraram novamente no mesmo lugar e Luiz “não perdeu tempo”.
“Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas nesse caso, caiu. A conversa ficou mais séria, e ao fim da noite, nos despedimos prometendo nos encontrar no dia seguinte para irmos ao cinema. “Love Story” ” que foi a trilha sonora de nosso namoro” relembrou.
Cerca de um ano depois, o casal estava noivo e o casamento foi realizado em 1975. Em 1976, Luiz decidiu comprar uma câmera fotográfica Kodak após conseguir um ótimo emprego em uma construtora. Foi nesse momento que as fotos começaram.
“Fotografei ela pela primeira vez ainda em preto e branco. A medida que a tecnologia desenvolvia, fui trocando de câmera, mas 90% era a Amadinha no foco. Nos tempos atuais, antes dos celulares, foram diversas câmeras consumidas para ter a Amadinha retratada, para que eu pudesse, através das imagens, transformá-la em uma modelo, só minha” afirmou Luiz.
As fotos, distribuídas em 2.609 publicações no Facebook de Luiz e documentadas até 31 de janeiro de 2026, contam uma trajetória construída ao longo de mais de cinco décadas de casamento, e abrangem duas grandes eras da tecnologia fotográfica.
Durante a fase analógica, Luiz estima ter produzido mais de 20 mil fotografias impressas. Com a chegada das câmeras digitais e dos celulares, a quantidade de registros aumentou e as imagens passaram a ser publicadas nas redes sociais, especialmente no Facebook.
É o número do acervo digital documentado que foi considerado no recorde. Ao todo, Luiz registrou 128.676 fotografias em 2.609 publicações, uma média de 49,32 fotografias por publicação.
“Acredito que 85% das imagens é só ela, 10% são fotos dela com outras pessoas, que são seguidores dela, e 5% comigo” contou Luiz.
Mais do que um número impressionante, o acervo conta a história de mais de cinco décadas compartilhadas entre os dois. As fotografias registram a passagem do tempo, viagens, família, momentos simples e ocasiões especiais, formando uma espécie de biografia visual do casamento de Luiz e Maria.
Casal ganhou destaque mundial
Segundo Luiz, o objetivo nunca foi criar um empreendimento comercial, mas registrar uma história de amor, companheirismo, admiração e vida em família. O que começou como um hobby no início do casamento se transformou em uma coleção fotográfica única e agora, premiada.
Em conversa com o NSC Total, Luiz se emocionou ao relembrar como se sentiu ao receber o prêmio.
“Eu lutei por isso durante dez anos. Quando eu recebi a notícia no início do mês de julho que o pedido seria concedido, a emoção foi total. Eu me emociono com muita facilidade com as coisas boas, porque afinal de contas a gente persegue um objetivo de vida e eu estou contando isso em um livro agora” revelou Luiz.
O reconhecimento pela Official World Record (OWR), uma organização não governamental que atua na verificação, promoção e catalogação de recordes mundiais, homenageia não apenas Luiz como fotógrafo, mas também Maria como musa e protagonista de uma história construída imagem após imagem. Além das fotos, Luiz ainda escreveu um livro para homenagear a esposa.
Em “Dona Cidinha: Amiga, Amada, Amante; uma história sem ponto final”, Luiz conta um pouco da história da esposa. O livro foi publicado em 2022 apenas em edição do autor.






