O Estádio Nacional, megaestádio que está sendo construído em El Salvador, atingiu um momento crucial com a instalação da última grande estrutura da cobertura. O projeto está orçado em um total de 500 milhões de dólares (R$ 2,5 bilhões) e é financiado pela China, parceira financeira e de infraestrutura do país da América Latina.
Veja a evolução das obras do megaestádio construído pela China em El Salvador
Nos últimos meses, a equipe de trabalho chinesa avançou na instalação da cobertura exterior, considerado um dos processos mais complexos das obras. Por meio das imagens aéreas é possível confirmar que a montagem foi finalizada pela China State Construction Engineering Corporation (CSCEC), empresa responsável.
Embora a elevação principal tenha sido concluída, uma fase crucial de ajustes, alinhamento e soldagem manual permanece para consolidar totalmente o anel estrutural. A estrutura principal em aço resultou na utilização de aproximadamente 9,7 mil toneladas de aço para a arquibancada e cerca de 4,7 mil toneladas para a cobertura.
Devido ao design estrutural inovador, à alta complexidade e ao desafio de içar cargas pesadas com precisão, a equipe utilizou a metodologia BIM para criar modelos 3D de alta precisão e implementou um método que combina a montagem de grandes unidades no solo, a instalação em grandes altitudes e o descarregamento sincronizado, melhorando tanto a eficiência quanto a segurança.
El Salvador é conhecido como a “Terra dos Vulcões”, e o local do projeto situa-se em um terreno complexo, formado por detritos vulcânicos intemperizados e lava. Para manter a estabilidade das fundações em estacas nessas condições geológicas desafiadoras, a equipe chinesa adotou técnicas de construção para trabalhos de fundação em terrenos vulcânicos semelhantes em outros locais.
Previsão para a conclusão do projeto
Com previsão de conclusão para 2027, o estádio espera receber não apenas partidas de futebol, mas shows e eventos internacionais de grande porte. O plano de El Salvador é tornar o espaço um novo polo de atrações no país e na América Central.
O complexo é resultado direto dos acordos bilaterais estabelecidos entre El Salvador e a China, após a retomada de suas relações diplomáticas, em 2018. Por isso, o megaestádio está sendo construído com financiamento total do governo chinês.

















































