Um bebê de 45 dias morreu nesta quarta-feira (12) após ser levado ao Hospital Cirúrgico Camboriú (HCC) com uma reação alérgica ao ingerir fórmula alimentar. Durante o atendimento, foram prescritos medicamentos, mas, segundo a prefeitura, a criança recebeu uma quantidade superior à indicada na receita.
O Samu foi chamado assim que a equipe da unidade percebeu o erro e levou o bebê para o Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí, onde a a morte ocorreu, conforme consta nota da prefeitura de Camboriú. No momento da transferência, o quadro era considerado “hemodinamicamente estável”.
A prefeitura disse que o prontuário médico mostra que o bebê já chegou ao Hospital Cirúrgico Camboriú com “alterações clínicas relevantes”. Ainda assim, afirma ter determinado uma investigação para apurar se a superdosagem pode ter contribuído para a morte da criança.
“A criança já apresentava alterações clínicas importantes no momento de sua chegada ao HCC, e a definição das causas que contribuíram para o desfecho depende da análise integral de sua evolução clínica, incluindo os procedimentos e atendimentos realizados posteriormente no hospital de referência”, diz a prefeitura.
A investigação
A Secretaria Municipal de Saúde determinou que o Hospital Cirúrgico Camboriú informe, em caráter de urgência, a cronologia completa dos fatos, a identificação das equipes envolvidas, os procedimentos e providências assistenciais e administrativas adotados e os protocolos de segurança utilizados.
Também foi determinada a preservação integral de prontuários, documentos, registros assistenciais e demais elementos relacionados ao atendimento. O objetivo é garantir as condições necessárias para a análise dos fatos e eventual apuração pelos órgãos competentes.
O HCC pertence à prefeitura de Camboriú e, atualmente, está sob gerenciamento e responsabilidade assistencial da Associação Hospitalar do Brasil (AHBR).
“A Secretaria Municipal de Saúde acompanhará diretamente o processo de apuração e, após a análise técnica de todos os documentos e informações pertinentes, adotará as medidas administrativas, contratuais e assistenciais que eventualmente se mostrarem necessárias, dentro das competências da prefeitura”, cita nota do governo local.
