O CT Tahiti Pro da WSL registrou um saldo negativo para o Brasil na quarta-feira (12), com apenas um representante avançando. Com a queda da Brazilian Storm na etapa, os olhares se voltam para a Kelia Gallina, de 14 anos, que segue para as quartas de final após superar a bicampeã mundial Tyler Wright e a campeã olímpica Caroline Marks.
Veja os brasileiros campeões do Tahiti Pro em Teahupo’o
Surfista de 14 anos desbanca bicampeã mundial e atleta olímpica
Enquanto no masculino Kelly Slater chamou atenção por superar Gabriel Medina aos 54 anos e em processo de retorno ao circuito mundial, no feminino uma taitiana se destaca pela intimidade com as ondas de Teahupo’o mesmo com pouca idade.
Um dia depois de completar 14 anos, Kelia Gallina, campeã da seletiva no Thaiti, derrotou a bicampeã mundial Tyler Wright no primeiro round do CT. A mudança na direção do swell e o forte vento cruzado dificultaram a leitura do mar, com ondas entre quatro e seis pés. Ainda assim, Gallina superou Tyler por 5.34 a 4.57.
Nas oitavas de final, diante a campeã mundial de 2023 e medalhista de ouro olímpica Caroline Marks, a jovem surpreendeu mais uma vez e venceu por 8.27 a 5.50. Agora, Kelia encontra a atleta olímpica Anat Lelior, a primeira israelense a se classificar para um CT da WSL.
Filha de pai americano-havaiano e mãe taitiana, Kelia Gallina desenvolveu sua relação com o surfe em Teahupo’o, onde começou a surfar ainda criança. Aos 10 anos, Gallina já chamava atenção pela intimidade com os tubos da famosa bancada de coral, considerada uma das ondas mais desafiadoras do circuito mundial.
Em julho de 2026, ainda com 13 anos, a surfista venceu as triagens do Tahiti Pro pelo segundo ano consecutivo. Na final, superou Kohai Fierro em condições de tubos e garantiu novamente uma vaga na etapa principal.
Resultados das oitavas de final
Feminina
- Carissa Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)
- Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)
- Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)
- Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)
- Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)
- Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAI)
- Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)
- Caitlin Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC)
Masculina
- Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)
- Seth Moniz (HAW) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAW)
- Connor O’Leary (JPN) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)
- Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)
- Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)
- Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)
- Kelly Slater (USA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)
- Griffin Colapinto (USA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA)
Baterias das quartas de final
Feminina
- Yolanda Hopkins (POR) x Caitlin Simmers (EUA)
- Erin Brooks (CAN) x Molly Picklum (AUS)
- Isabella Nichols (AUS) x Nadia Erostarbe (ESP)
- Anat Lelior (ISR) x Kelia Gallina (TAI)
Masculina
- Alan Cleland (MEX) x Seth Moniz (HAV)
- Italo Ferreira (BRA) x Ethan Ewing (AUS)
- Ramzi Boukhiam (MAR) x George Pittar (AUS)
- Jack Robinson (AUS) x Griffin Colapinto (USA)
Na competição masculina o brasileiro campeão mundial e olímpico Italo Ferreira, que superou o japonês Connor O’Leary nas oitavas e avança como único representante do país. Com uma atuação sólida e a vitória por 11.66 a 10.33, o potiguar garantiu vaga nas quartas de final e se isolou na liderança do ranking.
Ainda durante a programação desta quarta-feira (12), a direção de prova da WSL anunciou o “Alerta Amarelo”. A sinalização indica que a chamada da quinta-feira (13) tem grandes chances de ser a última da etapa. A definição sobre a realização do Finals Day em Teahupo’o está marcada para às 13h30.
Além das transmissões do sportv, da getv e do globoplay, a WSL transmite as baterias pelo canal oficial no YouTube e pelas plataformas digitais da liga.





