Fraudes na saúde suplementar: como o desperdício de recursos afeta seu bolso

Entenda como as falhas de controle encarecem as mensalidades e veja o que as operadoras estão fazendo para proteger o seu orçamento e garantir a segurança do sistema

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Fraudes, abusos e desperdícios na saúde suplementar elevam os custos do sistema e podem impactar o valor das mensalidades dos planos de saúde (Foto: Divulgação/GEP Compliance)

Se você tem plano de saúde, provavelmente já se assustou com o valor do reajuste anual ou percebeu como os custos com cuidados médicos não param de subir. O que pouca gente sabe é que existe um motivo por trás desse aumento constante: as fraudes, os abusos e os desperdícios de recursos, que drenam bilhões de reais da saúde suplementar todos os anos no Brasil. Atualmente, o país conta com 668 planos de saúde e mais 53 milhões de beneficiários.

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Quando um reembolso falso é solicitado, quando exames são repetidos sem necessidade clínica ou quando ocorrem cobranças indevidas de materiais, o prejuízo não vai somente para as grandes operadoras. O sistema de saúde funciona como um fundo comum: tudo o que é gasto a mais por conta de irregularidades precisa ser coberto no ciclo seguinte, e isso se reflete diretamente em mensalidades mais caras para famílias e empresas.

Para interromper esse ciclo e proteger o orçamento de quem paga a conta, o setor de saúde passou a adotar estratégias mais inteligentes e transparentes para identificar abusos, a fim de prevenir que se transformem em grandes prejuízos.

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Como o desperdício acontece no dia a dia?

No cotidiano do atendimento médico, a maioria dos profissionais e estabelecimentos atua com ética e foco no bem-estar do paciente. Porém, brechas no controle abrem espaço para práticas desleais que geram um grande impacto financeiro acumulado. Entre as situações mais comuns, destacam-se:

  • Pedido de exames em excesso: solicitação de baterias complexas de exames sem justificativa clínica clara ou a repetição do mesmo procedimento em intervalos curtos de tempo;
  • Fraudes no reembolso: fracionamento de recibos para burlar o teto de cobertura ou apresentação de despesas por serviços que nunca foram prestados;
  • Uso indevido de dados: utilização de dados de beneficiários para faturar procedimentos fictícios sem o conhecimento do paciente;
  • Cobrança duplicada: faturamento repetido de materiais e medicamentos durante internações ou cirurgias.

O especialista em governança e CEO da GEP Compliance, Bruno Basso, ressalta como essas práticas impactam diretamente o bolso do consumidor final:

— Na saúde suplementar, todos os custos do sistema acabam sendo compartilhados entre os beneficiários. Isso significa que, quando há fraudes, abusos ou desperdícios, esses valores impactam diretamente a sinistralidade das operadoras e, consequentemente, pressionam o reajuste das mensalidades. É importante destacar que não estamos falando apenas de grandes fraudes, as pequenas irregularidades, procedimentos desnecessários, cobranças indevidas ou falhas de controle, quando somadas, também representam milhões de reais ao longo do ano — explica Basso.

Combater esses problemas exige olhar para o volume massivo de dados de uma forma diferente, transformando os números em alertas de proteção para o sistema.

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Prevenção: como identificar irregularidades em cinco passos

Para evitar que as suspeitas virem injustiças ou que abusos fiquem impunes, o enfrentamento do desperdício de recursos na saúde precisa seguir um método rigoroso, transparente e independente. Essa metodologia divide-se em cinco etapas fundamentais:

1. Análise de dados: tudo começa reunindo as informações assistenciais e financeiras para entender como os recursos estão sendo utilizados. O cruzamento de dados permite identificar o comportamento esperado da operação e acender alertas quando algo destoa da rotina.

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2. Detecção de desvios: com os dados organizados, a tecnologia ajuda a destacar os casos atípicos, conhecidos como outliers. O foco é direcionado para as anomalias de maior risco financeiro, separando pequenos erros operacionais de esquemas fraudulentos recorrentes.

3. Investigação rigorosa: um indício só vira prova quando é analisado com método. Nesta fase, prontuários, notas e históricos de cobrança são auditados por profissionais habilitados. O objetivo é construir uma análise técnica e justa que resista a qualquer contestação.

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4. Combate e recuperação: com as evidências em mãos, são tomadas medidas desde a correção de contratos até a recuperação dos valores que foram retirados indevidamente do sistema. A correção efetiva é o que devolve a saúde financeira para a operação.

5. Prevenir novos episódios: o aprendizado de cada caso investigado serve para fechar as brechas operacionais. A prevenção contínua capacita equipes, aprimora a governança e garante que os mesmos problemas não voltem a acontecer no futuro.

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Bruno Basso detalha como a tecnologia e a análise preditiva funcionam como aliadas do paciente nesse processo de prevenção:

— Nesse contexto, a tecnologia passou a ser um importante instrumento de governança. Com inteligência de dados, modelos preditivos e monitoramento contínuo, é possível identificar padrões incompatíveis com o comportamento esperado, como utilização excessiva, cobranças atípicas ou inconsistências entre procedimentos realizados e faturados. O objetivo não é restringir o acesso do paciente à assistência médica. Pelo contrário. A tecnologia permite direcionar a análise para situações realmente atípicas, reduzindo abordagens generalizadas e preservando o atendimento de quem efetivamente precisa. Em outras palavras, quanto mais eficiente for a gestão dos riscos, mais sustentável será o sistema de saúde para todos — conclui Basso.

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Sustentabilidade e transparência na saúde suplementar

No fim das contas, proteger os recursos da saúde não significa barrar tratamentos, mas garantir que o dinheiro gasto pelas famílias ou pelas empresas seja direcionado exclusivamente para o que importa: a sua saúde e o seu bem-estar.

Empresas e operadoras que investem em governança e auditoria transparente não evitam apenas perdas financeiras, mas constroem um ambiente mais seguro, ético e sustentável para todo o ecossistema da saúde.

Quer entender como a governança e a auditoria de dados podem proteger os recursos da sua operação de saúde? Acesse o site da GEP Compliance e conheça as soluções de integridade e compliance.