Diante das chuvas intensas que atingiram Lages, na Serra Catarinense desde quarta-feira (12), a Defesa Civil do município se mobilizou no atendimento de 29 ocorrências relacionadas aos temporais. Entre deslizamentos de terra, rios com nível alto e alagamentos, cerca de 116 pessoas em 19 bairros foram afetadas.
A Defesa Civil entregou 90 metros quadrados de lona para moradores que tiveram ocorrências de destelhamentos. A tempestade convectiva afetou os bairros São Luiz, Pisani, Morro Grande, Guarujá, Petrópolis, Santa Helena, Santa Mônica, Gralha Azul, Ipiranga, Caroba, Centenário, Centro, Santa Maria, Promorar, Copacabana, Tributo, Guadalupe, Santa Catarina e Santa Rita.
Famílias foram atingidas
Entre as ocorrências que se destacaram, a casa de uma família com um bebê foi atingida. Por isso, a Defesa Civil acionou os serviços de Assistência Social do município para que a família pudesse ser acolhida com segurança durante a tempestade.
Outro caso que repercutiu foi um deslizamento de terra no bairro Morro Grande, provocado pelas fortes chuvas, em casas próximas à escadaria do Morro da Cruz e arredores. Não houve registro de feridos.
De acordo com a Epagri/Ciram, choveu aproximadamente 61 milímetros em 24 horas e o rio Carahá subiu o nível para pouco mais de 3 metros, com o registro de pontuais transbordamentos em alguns locais, que não atingiram residências e estabelecimentos comerciais.
O secretário executivo da Defesa Civil, Paulo da Silva Ribeiro, reforçou a importância do monitoramento constante. “Acompanhamos passo a passo as áreas afetadas e monitoramos continuamente o nível dos rios e os avisos meteorológicos. Seguimos mobilizados em campo com as demais secretarias para atender prontamente a qualquer nova eventualidade na cidade”, afirmou.
A previsão é de mais chuva até o fim da semana, não só na Serra Catarinense, mas em todo o Estado, o que coloca todos os órgãos de Defesa Civil em alerta para ocorrências de tempestades e chuva intensa.
Ações para enfrentar os riscos do El Niño
As ações da Defesa Civil de Lages visam a preparação e o enfrentamento dos efeitos do El Niño, que deve causar eventos climáticos extremos em 2026. O debate sobre o fenômeno incentivou
treinamentos para a resposta rápida em situações adversas ocasionadas pelo clima.
O El Niño é o aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico, que muda a dinâmica das estações no hemisfério sul, interferindo na circulação dos ventos e nas formações de frentes frias. O El Niño está associado à elevação do risco de chuvas intensas e tempestades.
