A comerciante Magali dos Santos, acusada de mandar matar Cátia Regina da Silva, foi condenada pelo crime de homicídio após 12 horas de julgamento na quinta-feira (13). Cátia era sua concorrente no ramo do comércio de vestuário em São Francisco do Sul e foi morta em 24 de julho de 2019. Ela havia desaparecido após voltar de uma viagem a São Paulo. O corpo dela foi localizado horas depois no mesmo dia, às margens da BR-280.
Segundo a denúncia, Magali, comerciante do mesmo ramo, teria sido responsável por mandar matar Cátia. Ela chegou a ser absolvida durante um julgamento em fevereiro de 2024. Após recurso do Ministério Público, o Tribunal de Justiça anulou o júri e ela voltou a sentar no banco dos réus na quinta-feira (13). Magali acabou condenada a 16 anos de prisão. A defesa informou que analisa se irão recorrer da decisão.
Relembre o caso da empresária Cátia Regina de São Francisco do Sul
A empresária Cátia Regina da Silva, à época com 46 anos, foi morta na noite de 24 de julho de 2019. Ela havia desaparecido após voltar de uma viagem a São Paulo. O carro dela foi encontrado carbonizado na Praia do Ervino na manhã seguinte e o corpo foi localizado horas depois no mesmo dia, às margens da BR-280. Segundo apontou a polícia, a vítima estava algemada, à beira do rio e com marcas aparentes de tiros na nuca.
As apurações da Polícia Civil indicaram que Cátia voltava de ônibus de São Paulo, onde foi adquirir mercadorias para revender em sua loja de roupas, em São Francisco do Sul. Ela desceu na rodoviária de Joinville por volta das 22 horas e depois embarcou no próprio carro para fazer o trajeto para casa.
Cerca de 50 minutos depois da chegada, ela chegou a fazer contato com a filha por meio de mensagem de áudio. Ela disse à jovem que estava a caminho de casa, “no Trevo do Sinuelo”, e chegaria em cerca de 20 minutos. Desde então, não deu mais notícias.
Como ela não chegou, as filhas começaram a ligar, mas o aparelho celular estava fora de área. Durante a madrugada, os familiares foram às ruas para fazer buscas por Cátia. Pela manhã, quando o carro foi encontrado na Praia do Ervino, o irmão dela reconheceu o veículo. No entanto, não havia sinais de que Cátia teria estado no local.
Segundo a Polícia Civil, durante o trajeto, na BR-280, a vítima foi abordada por um veículo Golf com dois ocupantes. O automóvel, que já estaria seguindo a comerciante desde Joinville, estava parado às margens da rodovia com o pisca-alerta ligado. Os dois homens desceram e abordaram a vítima, portando um crachá falso da Receita Federal e um distintivo falsificado da Polícia Federal.
A vítima teria sido morta em uma emboscada motivada por disputa comercial. Os mandantes do crime, conforme a acusação, seriam Magali e seu marido, enquanto um amigo deles teria ajudado na execução do crime. Este último, já foi condenado pelo homicídio.






