A MBRF, empresa que tem raízes no Oeste de Santa Catarina, registrou receita líquida de R$ 40,7 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de vendas também atingiu um recorde para o segundo trimestre, com 1,969 milhão de toneladas comercializadas entre abril e junho.
Os resultados foram divulgados pela companhia nesta quinta-feira (13). O EBITDA ajustado — indicador utilizado para avaliar o desempenho operacional — chegou a R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4% na comparação anual, com margem de 7,9%.
A relação da empresa com Santa Catarina remonta à história da Perdigão, fundada em Videira, no Meio-Oeste do Estado, e que posteriormente passou a integrar a BRF. A companhia também mantém presença relevante no Oeste catarinense, região que ajudou a consolidar a indústria de alimentos e a produção de proteínas no Estado.
Apesar do cenário macroeconômico considerado desafiador pela empresa, a MBRF encerrou o trimestre com lucro líquido de R$ 69 milhões. Segundo a companhia, o resultado foi sustentado pela evolução das operações, expansão comercial e ganhos relacionados à integração dos negócios.
BRF registra receita de R$ 15,4 bilhões
Na operação BRF, a receita líquida alcançou R$ 15,4 bilhões no segundo trimestre. O EBITDA ajustado avançou 3,8%, com margem de 16,8%. No Brasil, o volume vendido cresceu 4,6% em relação ao primeiro trimestre. De acordo com a MBRF, a ampliação da base de clientes e a integração comercial contribuíram para o desempenho.
A companhia informou ainda que a integração comercial permitiu ampliar o portfólio de produtos bovinos para mais de 20 mil novos pontos de venda no país.
No mercado internacional, a empresa destacou a evolução dos preços em dólar das exportações brasileiras e a conquista de 34 novas habilitações, que ampliaram as possibilidades de acesso a mercados externos.
Sadia Halal registra recorde de rentabilidade
A operação Sadia Halal registrou receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6% em relação ao segundo trimestre de 2025.
O EBITDA ajustado chegou a US$ 95 milhões, alta de 104,3% na comparação anual. A margem EBITDA ajustada ficou em 16,1%, avanço de 6,9 pontos percentuais e recorde para a operação.
Segundo a empresa, o desempenho foi favorecido pela plataforma comercial e pela estrutura logística mantida no Oriente Médio, em um cenário de desafios geopolíticos na região.
Operação de bovinos cresce nas Américas
Na América do Norte, o volume de vendas aumentou 2%, passando de 468 mil para 477 mil toneladas. A receita líquida chegou a US$ 3,748 bilhões, alta de 14,9% sobre os US$ 3,263 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Na América do Sul, a receita líquida alcançou R$ 6,389 bilhões, crescimento de 26,4% na comparação anual. O EBITDA ajustado avançou 22,1%, para R$ 570 milhões.
MBRF captura R$ 158 milhões em sinergias
A MBRF informou ter capturado R$ 158 milhões em sinergias durante o segundo trimestre. Os ganhos vieram de áreas como comercial, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas tiveram redução de 13% na comparação anual.
Já o programa MBRF+, voltado a iniciativas de produtividade, melhoria contínua e eficiência, gerou R$ 328 milhões no trimestre, segundo a companhia.
O fluxo de caixa operacional foi de R$ 2,2 bilhões no período. Para o segundo semestre, a empresa afirma que pretende concentrar esforços na gestão do capital de giro, especialmente em estoques e fornecedores, com o objetivo de ampliar a geração de caixa.
Empresa também destaca ações ambientais
A MBRF informou ter recebido o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, concedido a empresas que atendem a critérios de excelência, transparência e qualidade na elaboração e divulgação de inventários de emissões de gases de efeito estufa.
A companhia também divulgou o resultado de sua primeira pesquisa de engajamento de colaboradores após a fusão. O índice registrado foi de 88%, segundo a empresa.
Atualmente, a MBRF está presente em 117 países, reúne cerca de 130 mil colaboradores e possui um portfólio com marcas como Sadia, Perdigão, Qualy, Sadia Bassi e Banvit. A companhia informa produzir aproximadamente 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano.
