Quem passa por uma obra em Santa Catarina provavelmente já se deparou com caminhões, equipamentos ou produtos da cadeia do concreto. Em Blumenau, uma empresa familiar acompanha parte dessa história há quase seis décadas. Fundada em 1969 como uma pequena revenda de materiais de construção, a Max Mohr cresceu, mudou de geração dentro da própria família e diversificou a atuação até chegar ao mercado do concreto, da argamassa e das fundações.
A trajetória começou com o próprio Max Mohr, um filho de agricultores que havia trabalhado como caminhoneiro antes de abrir o próprio negócio. A primeira empresa funcionava na Rua 2 de Setembro, em Blumenau, e comercializava principalmente cal e cimento.
Confira a história ao longo dos anos
Primeira mudança de geração
Cinco anos depois da fundação, a empresa passou pela primeira mudança de comando. Em 1974, Max Hermann Mohr, filho do fundador, assumiu a direção ao lado da esposa, Sueli Mohr. A nova administração ampliou a busca por fornecedores e passou a trazer cimento de diferentes regiões do país.
Na década de 1980, a empresa alcançou uma posição de destaque no comércio de cimento ensacado. Segundo a própria Max Mohr, naquele período se tornou a maior atacadista do produto em Santa Catarina.
A mudança mais significativa veio nos anos 1990. Em 1992, a empresa entrou no segmento de concreto dosado em central e abriu a primeira filial. A partir daí, deixou de atuar apenas na comercialização de materiais e passou a participar de outra etapa da cadeia da construção civil.
A expansão continuou nos anos seguintes, com novas unidades e a ampliação dos serviços. A atividade concreteira passou a ser denominada Concremohr, enquanto a empresa também entrou no mercado de argamassa estabilizada, concreto aplicado e fundações. Atualmente, o grupo mantém operações em diferentes cidades de Santa Catarina e também no Paraná.
Expansão e terceira geração
Foi nesse processo de expansão que a terceira geração da família entrou no negócio. Em 2006, Cristian Mohr, neto do fundador, passou a integrar a diretoria depois de seis anos trabalhando em diferentes áreas da empresa. Antes de chegar à gestão, ele conta ter passado por diferentes setores da linha de operação.
“Considero muito importante ter passado por diferentes áreas da empresa antes de atuar na gestão do negócio. Esse é um dos pilares centrais para que a sucessão seja bem estruturada e dê certo. Existe uma responsabilidade em preservar o legado construído pelas gerações anteriores, ao mesmo tempo em que buscamos inovar e preparar a empresa para o futuro”, elabora Cristian.
Em 2020, Cristian assumiu a presidência da companhia. Com isso, o comando que havia começado com o avô, em uma revenda de materiais de construção, passou oficialmente para a terceira geração da família.
Hoje, quase 60 anos depois da fundação, a Max Mohr reúne mais de 400 colaboradores e atua em diferentes segmentos da construção civil. A empresa fornece concreto e argamassa e também trabalha com serviços relacionados à aplicação e fundações. Entre os empreendimentos em que participou está o Senna Tower, em Balneário Camboriú.
Da pequena revenda aberta por Max Mohr lá em 1969 à estrutura atual, a principal característica que permaneceu foi o sobrenome no comando. O negócio iniciado pelo avô chegou ao neto quase seis décadas depois, enquanto a empresa deixou para trás o balcão da antiga revenda e passou a operar diretamente no concreto que ajuda a erguer parte das construções catarinenses.






















