O novo empreendimento portuário de São Francisco do Sul reforça a necessidade de duplicação da BR-280. Nesta semana, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou o início das operações do terminal da Bunge. O novo porto, quando começar a funcionar, vai movimentar até 6 milhões de toneladas por ano, no momento de capacidade máxima. O Porto de São Francisco do Sul move 17 milhões de toneladas anuais. A BR-280 é o único acesso rodoviário aos dois portos, localizados na mesma região da ilha de São Francisco do Sul.
Imagens das obras, atualmente concluídas
No ano passado, em visita do então secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, atual ministro, a direção do Porto de São Francisco do Sul informou que a movimentação de caminhões girava em torno de 1,1 mil veículos por dia. O volume de tráfego não é maior porque o complexo portuário conta com ferrovia, com ligação com as regiões de produção de grãos de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
No entanto, o lote de duplicação do acesso à região portuária de São Francisco do Sul é mais complexo. O segmento tem 36 km entre o porto e a intersecção com a BR-101, entre São Francisco do Sul. As obras só iniciaram em 2018 – os outros dois lotes já haviam começado em 2014 – e paralisaram no final de 2022, para revisão do projeto. No ano passado, o DNIT decidiu dividir o lote em dois segmentos, para obras e projetos.
O lote 1A é para a retomada das obras em 17,2 km dos 36 km do segmento. Será concluído o contorno de São Francisco do Sul, onde a rodovia terá novo traçado, e o entorno do Instituto Federal Catarinense, com viaduto. A licitaçao está em andamento e deve ser concluída em setembro. Serão 36 meses de obras, a partir da ordem de serviço.
O lote 1B ficou com o restante do segmento. As obras serão realizadas somente conclusão do novo projeto, já contratado, com 19 meses para ficar pronto. O novo projeto vai avaliar a viabilidade de construção de ponte sobre o canal do Linguado, o que permitiria, futuramente, a reabertura parcial do aterro. Após o projeto ficar pronto, será preciso licitar as obras.









