Luzes azuis fluorescentes voltam a aparecer no mar de SC; entenda o fenômeno das ondas luminosas

Fotógrafo registrou o fenômeno durante a madrugada na praia do Ervino em São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina

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ondas azuis em são francisco do sul

Luzes foram registradas pelo fotógrafo Lucas Bogo (Foto: Lucas Bogo, Arquivo Pessoal)

As luzes azuis fluorescentes voltaram a aparecer no mar catarinense. O fenômeno que forma as ondas luminosas foi registrado por um fotógrafo na praia do Ervino, em São Francisco do Sul, no Litoral Norte, na madrugada desta quinta-feira (14). 

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A chamada bioluminescência está ligada à floração de microalgas. Durante o dia, a mancha na água é alaranjada, conhecida como “maré vermelha” e, quando a escuridão chega, é possível observar o azul vibrante.

Veja fotos das ondas azuis em São Francisco do Sul

Fotos registradas pelo morador de Jaraguá do Sul, que passeava pela orla, flagraram o fenômeno natural. O oceanógrafo e professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Thiago Alves, explicou ao NSC Total que o protozoário Noctiluca scintillans está sempre presente no oceano

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O que ocorre é que, quando há condições favoráveis (como a passagem de outros organismos menores e tóxicos), ele se desenvolve muito rápido, e a quantidade elevada não passa despercebida devido à coloração.

“Foi espetacular, as ondas luminosas e a areia brilhando a cada passo que dávamos. Acredito que vá durar mais alguns dias, pois vimos nas três últimas noites”, relatou Lucas Bogo.

Presença do organismo na água do mar

O Noctiluca scintillans por si só não causa problemas, mas ele se alimenta de organismos menores que podem conter toxinas, o que o torna temporariamente tóxico. Já a bioluminescência é explicada pela existência de uma substância na microalga que tem uma reação de luz toda vez que é submetida a um atrito, como o movimento das ondas.

Apesar de não ter uma estação definida para ocorrer, o fenômeno normalmente é observado em Santa Catarina no inverno, período em que as águas oceânicas do Sul do continente americano estão mais nutritivas. A duração varia de horas a dias, a depender da quantidade da floração. 

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*Sob supervisão de Leandro Ferreira