Um levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a população apta a votar nas Eleições 2026 aponta 158,7 milhões de eleitores no Brasil. O número supera a marca de 156,5 milhões da última eleição presidencial, em 2022. Mais do que o aumento de 2 milhões de votantes, os dados mostram um eleitor que lê o cenário político de maneira mais crítica e menos dogmática. Além de apontar que mulheres estão no topo, o balanço indica um perfil mais maduro e menos jovem no eleitorado nacional.
FOTOS: O retrato do eleitorado no Brasil
Raio-X etário e de gênero do TSE
As estatísticas revelam uma mudança clara no perfil das faixas etárias e na composição por gênero no país:
- Mulheres na liderança: chegam a 53% do eleitorado total, somando quase 84 milhões de inscrições ativas. Esse número pode interferir nas campanhas dos candidatos, que devem acenar positivamente para pautas femininas no congresso.
- Avanço da faixa sênior: eleitores com 60 anos ou mais subiram de 32 milhões (2022) para 37 milhões em 2026, ultrapassando 23% do total nacional.
- Recuo nas faixas jovens: o grupo de 21 a 34 anos caiu de quase 44 milhões para 41 milhões, enquanto os jovens de até 18 anos somam 3,5 milhões (2,25% do eleitorado).
Divisão por raça/cor declarada
- Pardos: 17 milhões
- Brancos: 11 milhões
- Pretos: 3,5 milhões
- Indígenas: 280 mil
Escolaridade e o fenômeno da informação digital
Com o crescimento da escolaridade, onde a maior fatia do eleitorado possui o ensino médio completo e cerca de 18 milhões de cidadãos contam com diploma de ensino superior, o comportamento perante a informação mudou.
Mesmo com 168 milhões de brasileiros conectados às redes sociais, o eleitorado médio demonstra cautela diante de conteúdos compartilhados em ambientes virtuais. As redes tendem a inflar temas de nicho em bolhas altamente engajadas, mas não traduzem a opinião da maioria silenciosa.
A força dos meios tradicionais na decisão do voto
A necessidade de obter informações checadas e propostas viáveis mantém o rádio, a televisão e os veículos tradicionais de imprensa no centro das atenções eleitorais. A eficácia desse alcance ficou evidente no pleito municipal de 2024, quando 75% dos candidatos com maior tempo de rádio e TV garantiram a vitória nas urnas.
A concentração geográfica do voto reforça essa dinâmica: São Paulo lidera o ranking de colégios eleitorais, acompanhado por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná. Juntos, estes cinco estados concentram mais de 50% de todos os eleitores que definirão os rumos do país em outubro.
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*Com edição de Luiz Daudt Junior.





