Em meio aos vinhedos de Urussanga, no Sul de Santa Catarina, uma história iniciada há quase 50 anos ganhou um novo reconhecimento. A Vigna Mazon foi eleita uma das marcas mais lembradas pelos catarinenses na categoria Vinícolas Catarinenses – Sul do Estado do Prêmio Top of Mind 2026. A premiação foi entregue na última quinta-feira (13), durante cerimônia realizada em Florianópolis.
O reconhecimento coloca a vinícola familiar entre as marcas que ocupam espaço na memória dos consumidores catarinenses. Na 31ª edição do Top of Mind, foram avaliadas 39 categorias, divididas entre os eixos Top População e Top Executivo. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Mapa a partir das respostas espontâneas dos entrevistados.
Para a família Mazon, o prêmio representa mais do que uma conquista empresarial. É também o reconhecimento de uma trajetória construída a partir da relação com a vitivinicultura de Urussanga e com uma tradição que atravessa gerações.
“Esse reconhecimento nos emociona muito porque mostra que a Vigna Mazon está presente na memória e no coração dos catarinenses. É uma conquista de toda a nossa família, da nossa equipe, dos parceiros e de cada visitante que ajudou a construir essa história. Receber esse prêmio no ano em que celebramos tantos projetos e experiências novas torna esse momento ainda mais especial”, destacou a empresária Patrícia Mazon.
Uma história que começou em 1977
A Vigna Mazon surgiu em 1977, quando os primeiros vinhedos foram implantados na propriedade em Urussanga. O projeto foi criado pelos irmãos Genésio e Jayme Mazon, que encontraram na vocação vitivinícola da região uma oportunidade de negócio.
Desde o início, a uva Goethe ocupou um espaço importante nessa história. A variedade, tradicional no Sul de Santa Catarina, tornou-se um dos principais diferenciais da produção da vinícola. O prédio onde funciona a vinícola foi construído no início dos anos 1980.
A ligação da família com a produção de vinhos, no entanto, começou antes disso. Pelo lado materno, a trajetória passa por Giselda Freccia Trento, urussanguense e descendente de uma família ligada à produção de vinhos na região.
A infância de Giselda foi marcada pela presença das primeiras vinícolas que ajudaram a construir a fama de Urussanga como território produtor de vinhos. A paisagem e a tradição local acabaram fazendo parte da história que, anos mais tarde, seria incorporada ao projeto da Vigna Mazon.
Do vinho à experiência
Ao longo dos anos, a vinícola ampliou a atuação para além da produção e comercialização de bebidas. A propriedade passou a reunir diferentes experiências relacionadas ao vinho, à gastronomia e à cultura dos Vales da Uva Goethe.
Hoje, os visitantes podem conhecer os vinhedos e o processo produtivo, participar de degustações orientadas e experimentar rótulos elaborados pela vinícola. A estrutura também inclui restaurante, hospedagem e espaços destinados a eventos.
Uma das experiências oferecidas é a Origem Goethe, que inclui visita aos vinhedos, apresentação do processo produtivo, contextualização da Denominação de Origem Vales da Uva Goethe e degustação de quatro a seis rótulos, acompanhados de antepastos.
Há ainda opções mais enxutas, como o Flight Goethe, realizado na varanda do restaurante, além do serviço de vinhos em taça com vista para os vinhedos.
A propriedade também recebe eventos familiares e corporativos, como casamentos, formaturas, confraternizações, aniversários, convenções e encontros. O restaurante possui cerca de 1,5 mil metros quadrados, incluindo uma varanda de aproximadamente mil metros quadrados voltada para um dos vinhedos.
A proposta, segundo a família, é unir a produção de vinhos à gastronomia, à hospedagem e ao acolhimento dos visitantes.
Goethe como identidade
A expansão das atividades não deixou de lado o elemento que acompanha a Vigna Mazon desde os primeiros anos: a uva Goethe.
A variedade está diretamente relacionada à identidade vitivinícola de Urussanga e dos municípios que integram os Vales da Uva Goethe. A região possui Denominação de Origem, reconhecimento que valoriza características específicas do território e da produção.
Para a Vigna Mazon, essa relação com o território também passou a fazer parte da experiência oferecida aos visitantes. A história da uva, da imigração italiana e da produção de vinhos é apresentada junto aos rótulos e aos espaços da propriedade.
Assim, uma tradição que começou com os vinhedos implantados na década de 1970 passou a ocupar diferentes frentes de atuação: do vinho servido em taça às experiências de degustação, dos almoços harmonizados aos grandes eventos.
Marca continua crescendo
O reconhecimento no Top of Mind ocorre em um momento em que a Vigna Mazon também aposta na ampliação das experiências ligadas ao enoturismo.
Entre os próximos projetos está a Vindima Goethe 2027, programada para ocorrer de 8 a 23 de janeiro. A programação será voltada à celebração da colheita, da cultura italiana e dos vinhos produzidos a partir da variedade que se tornou símbolo da região.
Quase cinco décadas depois da implantação dos primeiros vinhedos, a Vigna Mazon mantém a produção de vinhos como parte central da atividade, mas transformou a história da família e do território em uma experiência mais ampla para quem visita Urussanga.






