Imagens de satélite mostram como Biguaçu, na Grande Florianópolis, mudou desde o início dos anos 2000, com o avanço da ocupação urbana em áreas que antes tinham poucas construções. Em 2000, a cidade tinha 48.077 habitantes, conforme o Censo do IBGE daquele ano. Em 2025, a estimativa é de 83.756 pessoas — um crescimento de 74,2% em 25 anos.
Segundo a prefeitura, com base nos dados mais recentes do IBGE, Biguaçu ganhou cerca de 2,3 mil moradores por ano desde o Censo de 2022. Naquele ano, o município tinha 76.773 habitantes. A estimativa de 2025 representa quase 7 mil pessoas a mais em três anos.
Atualmente, os bairros mais populosos e urbanizados de Biguaçu estão Fundos, Rio Caveiras, Jardim Janaína, Praia João Rosa, Centro, Universitário, Vendaval e Boa Vista.
Veja o antes e depois de Biguaçu
Crescimento populacional de Biguaçu ao longo dos anos
- Censo 1991: 30.063 habitantes
- Censo 2000: 48.077 habitantes
- Censo 2010: 58.206 habitantes
- Censo 2022: 76.773 habitantes
- Estimativa 2025: 83.756 habitantes
Cidade fica a 25 km de Florianópolis e tem origem açoriana
Biguaçu fica na Grande Florianópolis, a cerca de 25 quilômetros de Florianópolis. Cortada pela BR-101, a cidade faz limite com São José ao sul, Antônio Carlos a oeste e Governador Celso Ramos a nordeste, além de Tijucas, Canelinha e São João Batista ao norte.
A região onde está localizada a cidade era habitada pelos índios carijós e tupis-guaranis antes da chegada dos colonizadores europeus. Com a fundação da vila de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, em 1675, começaram a surgir as primeiras povoações na região do atual Biguaçu, com a criação da cidade em 1833.
Biguaçu é um dos municípios mais antigos de Santa Catarina, originado pela vila de São Miguel da Terra Firme, criada como Póvoa de São Miguel, nos termos da provisão de 9 de agosto de 1747, com a chegada dos primeiros açorianos.
A partir daí, começaram os trabalhos de construção da antiga igreja matriz, feita de pau-a-pique e coberta de telhas, e dedicada a São Miguel Arcanjo. A igreja foi demolida e reconstruída em 1798, no estilo tipicamente luso-brasileira com frontão reto. Hoje faz parte do Museu Etnográfico Casa dos Açores, e segue no mesmo local, recebendo muitas visitas ao longo do ano.

















