A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que identificou a presença de hidrocarbonetos em um poço exploratório na costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas, área que integra a Margem Equatorial brasileira. A descoberta indica a presença de petróleo ou gás natural na região.
Batizado de Morpho, o poço está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e quase 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas. A perfuração ocorre em uma região com 2.886 metros de profundidade de água, conforme a estatal.
Segundo a Petrobras, a presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio de perfis elétricos e indícios encontrados nas rochas. A descoberta, porém, ainda passa por avaliação, e as operações de perfuração continuam para determinar as características da área.
“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) afirmou em nota que a “descoberta é significativa não apenas pela identificação da presença de petróleo, mas por indicar a possibilidade de exploração e produção em uma nova fronteira no extremo norte do país”.

O que a Petrobras encontrou na costa do Amapá
Hidrocarbonetos são compostos formados principalmente por hidrogênio e carbono e estão presentes no petróleo e no gás natural. A quantidade de petróleo ou gás existe no local e se a quantidade é suficiente para justificar a produção devem ser esclarecidas com a continuidade da avaliação exploratória, conforme a estatal.
De acordo com a estatal, as operações de perfuração permanecem em andamento e são realizadas “de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”.
Perfuração na Margem Equatorial teve licença do Ibama
A Petrobras obteve autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em outubro de 2025 para perfurar o poço, às vésperas da COP 30, decisão que provocou críticas de especialistas pelos possíveis impactos ambientais na Margem Equatorial. Na época, a coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, chegou a afirmar que “o governo atua contra a humanidade” ao conceder a licença.
Em janeiro de 2026, as atividades foram suspensas após um vazamento de fluido de perfuração no mar. O Ibama informou que a substância continha componentes de risco médio à saúde humana e ao ecossistema aquático, e a Petrobras foi multada em R$ 2,5 milhões.
