Guga, Agassi, Federer e Nadal: as nobres ações sociais que as estrelas do tênis têm em comum

O Instituto Guga Kuerten (IGK) chega aos 26 anos nesta segunda-feira. Se destaca na inclusão de crianças, adolescentes e pessoas com deficiência

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O tricampeão de Roland Garros Gustavo Kuerten falou sobre a relevância do IGK e desafios da carreira na entrega do 23º Prêmio IGK quinta-feira (13), em evento que também celebrou o aniversário da instituição (Foto: Fernando Villadino)

O Instituto Guga Kuerten, instituição social fundada pelo tricampeão de Roland Garros e sua família, completa nesta segunda-feira (17) 26 anos de atuação. O aniversário foi celebrado com a entrega do Prêmio IGK quinta-feira (13), em evento no Faial Hotel, em Florianópolis, quando Guga falou para o NSC Total sobre o desafio dele, da mãe Alice e do irmão Rafael – de ter essa instituição voltada para o social. Afirmou que outros nomes fortes do tênis como Andre Agassi, Roger Federer e Rafael Nadal também têm instituições voltadas a investimentos sociais.

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“São 26 anos de trabalho do Instituto Guga Kuerten. Conseguimos atender praticamente 130 mil pessoas em 188 municípios do nosso estado. Chegamos até em locais em que o próprio poder público não consegue chegar. O instituto está lá. Isso me dá um orgulho enorme”, afirmou Guga após a premiação do IGK quinta-feira.

Veja mais imagens do evento de premiação do IGK:

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No caso de atletas como Guga, normalmente a organização social é fundada cedo, quando eles estão no topo da carreira. Para isso, ele contou com o grande apoio da mãe, Alice Kuerten, que foi cofundadora do instituto e o lidera até hoje, na presidência. Também teve o apoio do irmão Rafael Kuerten no planejamento.

“O IGK foi fundado em 2000. Eu era uma criança (risos). Tinha 24 anos. A minha cabeça estava toda voltada em produzir dentro das quadras. Mas, é claro, com a virtude dentro da família. A mãe é uma especialista nessa área. E tínhamos o Gui, meu irmão, que era 24 horas de cuidado intensivo”, explicou Guga.

A presidente do IGK, Alice Kuerten, destaca que a instituição já impactou muitas pessoas. Uma das suas preocupações é ajudar as instituições apoiadas pelo IGK a se desenvolver, isto é ter uma gestão sustentável. Ela também afirma que a articulação tem papel importante para as coisas acontecerem.

O propósito do IGK e garantir oportunidades de inclusão social e cidadania para crianças, adolescentes e pessoas com deficiência. Atua com ações esportivas, educacionais e sociais.  Um dos trabalhos fortes e no apoio a associações de pais e amigos de excepcionais (Apaes).  

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Instituições de tenistas lá fora

Questionado se é tradição tenistas fundar organizações sociais, Guga disse que sim. Citou Federer, Nadal e Agassi. Eles abriram instituições para atuar na área social, em especial para educação de crianças e adolescentes.

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“O Nadal tem uma instituição bem contundente, que faz um trabalho aprofundado na Espanha. O Federer tem uma organização na África. Bacana também, um exemplo importante porque é distante do país onde ele vive, a Suíça. E o nosso instituto também foi inspirado na fundação do Agassi, nos Estados Unidos. Visitei lá para ver como funciona”, disse Guga.

A Andre Agassi Fundation é voltada ao fortalecimento da educação de crianças de menor renda. A Fundación Rafa Nadal, na Espanha, atua na inclusão de crianças por meio do esporte e da educação. E a Roger Federer Fundation investe na Suíça e em países da África no fortalecimento do ensino na primeira infância, com ênfase em qualidade. Essas ações ocorrem por meio do apoio a instituições de governos.

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De acordo com o tricampeão de Roland Garros, os tenistas que disputaram com ele ou vieram logo após fundaram organizações enquanto estavam em alta na carreira. Antes, os atletas encerravam as competições e depois iniciavam um projeto social. Essa iniciativa durante as competições tem entre os lados positivos mais facilidade para atrair apoiadores, explicou ele.

O IGK já pensa em sucessão?

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Ao falar no evento de quinta-feira, Alice Kuerten agradeceu por mais um ano na liderança do IGK. Mas o portal NSC questionou Guga se ele será o sucessor da mãe à frente da organização ele disse que é uma função difícil porque a mãe é assistente social, uma grande articuladora e trabalha muito.

O tricampeão comentou que a fundação do IGK contou com a experiência da mãe na área social e também do irmão, o empresário Rafael Kuerten, no planejamento.

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Mas se depender do ritmo de Alice Kuerten, os filhos não precisarão se preocupar com sucessão no IGK por um bom tempo. Ela segue trabalhando intensivamente nas articulações do instituto, já foi secretária do estado, presidiu a Federação Estadual das APAES e, agora, assumirá um novo cargo na Federação Nacional das APAES (Fenapaes).