A FG, responsável por oito dos 10 prédios mais altos do Brasil, está com 16 megaobras em andamento na região de Balneário Camboriú, o maior número da história da construtora até hoje. E, apesar da previsão do aumento do volume de chuvas no estado nos próximos meses por conta do El Niño, a empresa deve manter o ritmo das máquinas e trabalhadores.
A FG não revela todos os 16 endereços por motivos estratégicos, mas alguns são bastante conhecidos, como o do Senna Tower, que será o edifício residencial mais alto do mundo, com 550 metros de altura, de frente para o mar em Balneário Camboriú.
Veja obras da FG em andamento
Planejamento mesmo com tempo fechado
A variável climática já faz parte do planejamento estratégico da engenharia da FG, explica a construtora, que incorporou cenários meteorológicos à gestão das obras, revisando cronogramas, antecipando etapas mais sensíveis às intempéries e estruturando planos de contingência capazes de preservar produtividade, segurança e previsibilidade nas entregas.
O planejamento também envolve monitoramento meteorológico diário, alinhamento permanente com fornecedores e equipes operacionais e protocolos específicos para eventos climáticos extremos.
“Dependendo das condições meteorológicas, antecipamos atividades mais suscetíveis às intempéries, reorganizamos o sequenciamento das frentes de trabalho e priorizamos etapas que podem ser executadas em ambientes protegidos. Isso nos permite manter a produtividade e dar previsibilidade aos cronogramas”, ressalta o diretor de produção da FG, Gustavo Simas.
Entre as medidas adotadas estão o reforço da ordem e limpeza dos canteiros para eliminar riscos de projeção de materiais, inspeções preventivas das fachadas e dos sistemas de proteção coletiva realizadas com drones, além da verificação das bandejas de proteção, sistemas de backup, fixações e demais estruturas de segurança.
Nos últimos anos, a empresa também investiu na evolução dos sistemas de proteção coletiva, reduzindo significativamente o uso de estruturas rígidas, como guarda-corpos de madeira e painéis de madeirite, substituindo-os por soluções mais modernas, como redes de proteção e sistemas de vedação nas periferias das edificações, diminuindo o risco de projeção de materiais para áreas externas.
Investimentos na rede hoteleira
A empresa vai construir três resorts na região, em um investimento estimado em R$ 5,2 bilhões, sem contar o valor dos terrenos. O primeiro deles, na Praia Brava, em Itajaí, será lançado ainda em 2026, antecipou o presidente Jean Graciola ao colunista Pedro Machado.
Os outros dois ficarão em Balneário Camboriú – um na ponta sul e outro na ponte norte da cidade – e devem ser lançados entre 2027 e 2028. Juntos, os três empreendimentos, que serão de uso misto – residencial e hotel –, devem gerar um valor geral de vendas (VGV) de R$ 12,5 bilhões, diz Graciola, com quase mil apartamentos.









