Minas Gerais terá 11 candidatos na disputa pelo governo do Estado nas Eleições 2026. Os nomes foram escolhidos pelos partidos e federações durante as convenções realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto.
A lista considera as candidaturas apresentadas à Justiça Eleitoral e será atualizada em caso de substituição, renúncia ou mudança na situação dos registros.
Quem são os candidatos ao governo de Minas Gerais
Alexandre Kalil (PDT)
Alexandre Kalil, 67 anos, é empresário do ramo de construção e foi oficializado pelo PDT como candidato ao governo de Minas Gerais. Foi presidente do Clube Atlético Mineiro, entre 2008 e 2014. Ele já foi prefeito de Belo Horizonte entre 2017 e 2022, ano em que renunciou ao cargo para concorrer ao governo mineiro pelo PSD, mas não foi eleito. Também concorreu, em 2014, a Câmara Federal, mas teve a candidatura considerada inapta. Concorre pela coligação Cuidar de Minas, que reúne PDT e federação PSDB/Cidadania. Kalil terá como candidato a vice-governador o médico Carlos Mosconi, também do PDT.
O candidato declarou patrimônio de R$ 5.941.176,84 à Justiça Eleitoral. O pedido de registro está aguardando julgamento.
Ben Mendes (Missão)
Benoni Benjamin Cardoso Mendes, o Ben Mendes, de 38 anos, é advogado, jornalista, influenciador e criador de conteúdo, e foi oficializado pelo Missão como candidato ao governo de Minas Gerais. Ficou conhecido pelo trabalho de defesa dos direitos do consumidor, especialmente no quadro “Ronda do Consumidor”. É sua primeira disputa eleitoral. Concorre em chapa própria, sem coligação, e terá Cabo David Souza (Missão), policial militar, como candidato a vice-governador.
O candidato informou não ter bens a declarar à Justiça Eleitoral. O pedido de registro está aguardando julgamento.
Cleitinho Azevedo (Republicanos)
Cleiton Gontijo de Azevedo, o Cleitinho, de 44 anos, é senador e foi oficializado pelo Republicanos como candidato ao governo de Minas Gerais. Antes de chegar ao Senado, foi vereador de Divinópolis (MG) e deputado estadual. É senador desde 2023. A candidatura de Cleitinho foi alvo de impasse até os últimos dias do prazo, mas ele decidiu concorrer e conseguiu o aval do partido. Cleitinho terá Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas (MG), também do Republicanos, como candidato a vice-governador. A coligação, chamada de Minas é do povo, ainda tem o apoio do Podemos.
O candidato declarou patrimônio de R$ 956.564,03 à Justiça Eleitoral. O pedido de registro está aguardando julgamento.
Flávio Roscoe (PL)
Flavio Roscoe Nogueira, de 54 anos, é empresário e foi oficializado pelo PL como candidato ao governo de Minas Gerais. É empresário do setor têxtil e presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Esta é a primeira vez que concorre a um cargo público. Terá a vereadora de Uberaba e presidente do PL Mulher em Minas, Ellen Miziara, como candidata a vice-governadora.
O candidato declarou patrimônio de R$ 13.350.362,21 à Justiça Eleitoral. O pedido de registro está aguardando julgamento.
Gabriel (MDB)
Gabriel Sousa Marques de Azevedo, de 40 anos, é advogado, jornalista e professor universitário, e foi oficializado pelo MDB como candidato ao governo de Minas Gerais. Foi vereador de Belo Horizonte, por dois mandatos e presidiu a Câmara Municipal. Em 2024, se candidatou para o cargo de prefeito da capital mineira, mas não se elegeu. Também foi secretário municipal de Saúde de Belo Horizonte. Terá a vereadora Maria Helena, também do MDB, como candidata a vice-governadora.
O candidato declarou patrimônio de R$ 1.702.153,88 à Justiça Eleitoral. O pedido de registro está aguardando julgamento.
Henrique Áreas (PCO)
Henrique Areas de Araujo, de 41 anos, anos, é jornalista e foi oficializado pelo PCO como candidato ao governo de Minas Gerais. Formado em Ciências Sociais, é trabalhador dos Correios e foi diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect). Concorreu a prefeito de São Paulo em 2016 e a vice-prefeito da capital paulista em 2020, antes de mudar o domicílio eleitoral para a capital mineira, mas não se elegeu. Terá o pescador Estêvão Gomes, também do PCO, como candidato a vice-governador.
O candidato informou não ter bens a declarar à Justiça Eleitoral. O pedido de registro está aguardando julgamento.
Indira Xavier (UP)
Indira Ivanise Xavier, de 41 anos, é militante política e ativista social, e foi oficializada pela Unidade Popular (UP) como candidata ao governo de Minas Gerais. Natural de Maceió, foi candidata à prefeitura de Belo Horizonte em 2024 e ao governo de Minas em 2022, porém não se elegeu. Antes, concorreu a deputada estadual por Alagoas, em 2006 e 2010, mas também não teve êxito. Ela informa ser auxiliar de escritório, mas também atua em movimentos ligados à luta por moradia e direitos sociais. Terá o professor e ativista Renato Campos, também da UP, como candidato a vice-governador
A candidata informou ter R$ 479,89 a declarar à Justiça Eleitoral. O pedido de registro está aguardando julgamento.
Mateus Simões (PSD)
Mateus Simões de Almeida, de 45 anos, é advogado e professor universitário, e foi oficializado pelo PSD como candidato à reeleição ao governo de Minas Gerais. Foi eleito vice-governador em 2022, na chapa de Romeu Zema (Novo), e assumiu o governo em março de 2026, após a renúncia de Zema para disputar a Presidência. Antes, foi vereador de Belo Horizonte e secretário-geral de Governo. Concorre pela coligação Minas no Caminho Certo, que reúne os partidos PSD, Federação União Progressista (União/PP), Novo, Avante, Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), Mobiliza, DC e Agir. Terá o ex-secretário de governo Danilo de Castro, do União Brasil, como candidato a vice-governador.
O candidato declarou patrimônio de R$ 2.904.492,23 à Justiça Eleitoral. O pedido de registro está aguardando julgamento.
Patrus Ananias (PT)
Patrus Ananias de Sousa, de 74 anos, é advogado e professor, e foi oficializado pelo PT como candidato ao governo de Minas Gerais. Foi prefeito de Belo Horizonte entre 1993 e 1996, deputado federal por três mandatos e ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no primeiro governo Lula. Também exerceu o cargo de ministro do Desenvolvimento Agrário. O ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior, do PSB, é o candidato a vice-governador na coligação Pra Minas Gerais voltar a sonhar, que conta com PSB, Federação Brasil da Esperança (PT/PC do B/PV) e Federação Psol Rede (Psol/Rede).
O candidato declarou patrimônio de R$ 1.247.212,54 à Justiça Eleitoral. O pedido de registro está aguardando julgamento.
Professor Túlio Lopes (PCB)
Túlio Cesar Dias Lopes, de 44 anos, é professor e historiador, e foi oficializado pelo PCB como candidato ao governo de Minas Gerais. É professor efetivo da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e já presidiu a Associação dos Docentes da universidade. Foi candidato ao governo de Minas em 2014 e ao Senado em 2018, mas não se elegeu. Terá o também professor Warlen Nunes, do PCB, como candidato a vice-governador.
O candidato informou não ter bens a declarar à Justiça Eleitoral. O pedido de registro está aguardando julgamento.
Rafael Duda (PSTU)
Rafael Ribeiro de Ávila, o Rafael Duda, de 41 anos, é sindicalista e foi oficializado pelo PSTU como candidato ao governo de Minas Gerais. É operário da mineração e ligado à militância sindical e às lutas dos trabalhadores. Já se candidatou duas vezes ao cargo de prefeito da cidade mineira de Congonhas e a deputado federal, mas nunca se elegeu. A candidata a vice-governadora será a professora Diana de Cássia, também do PSTU.
O candidato informou não ter bens a declarar à Justiça Eleitoral. O pedido de registro está aguardando julgamento.
Como é eleito e o que faz um governador
O governador é eleito pelo sistema majoritário. Para vencer no 1º turno, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, sem considerar os votos brancos e nulos. Se nenhum concorrente alcançar esse percentual, os dois mais votados disputam o 2º turno, e vence aquele que receber o maior número de votos válidos.
O governador comanda o Poder Executivo estadual e administra os recursos e os serviços de responsabilidade do Estado. Entre suas funções estão elaborar e executar o orçamento, coordenar políticas de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, nomear secretários, sancionar ou vetar projetos aprovados pela Assembleia Legislativa e representar o Estado nas relações com o governo federal e os municípios.











