Caso de cachorra que engoliu 55 pedras de crack ganha novo capítulo quatro meses após descoberta em Joinville

História foi descoberta em 17 de abril quando animal foi levado ao atendimento veterinário; cão chegou a sofrer risco de morte, conforme o MPSC

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Animal foi socorrido em clínica veterinária (Foto: Redes sociais, Reprodução)

O caso da cachorra Antonieta, que engoliu 55 pedras de crack, em Joinville, no Norte catarinense, ganhou um novo capítulo quatro meses após a descoberta. Na terça-feira (18), o Ministério Público informou que denunciou a ex-tutora do cão por maus-tratos. A denúncia ainda não foi recebida pela Justiça. A história foi descoberta em 17 de abril, quando a cachorra da raça buldogue francês, com cerca de três meses de idade, sofreu uma grave intoxicação e foi levada ao veterinário.

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Na época, em abril deste ano, a cadela foi levada pela família da acusada até o Centro Veterinário Floresta, na zona Sul. Um atendimento inicial foi feito por uma médica veterinária, que suspeitou do caso de intoxicação. Conforme a clínica, o relato dos tutores foi crucial para descobrir que o animal havia ingerido um material inusitado: 55 pedras de crack

A cachorra vomitou parte da droga assim que chegou na clínica. Ao longo da internação, foram realizados exames de imagem, como ultrassonografia e raio-x, quando foi constatado que havia mais corpo estranho no estômago do animal

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Após cachorra engolir 55 pedras de crack, MPSC fez denúncia contra ex-tutora

Além da condenação criminal, a 21ª Promotoria de Justiça requereu a fixação de indenização mínima de R$ 38.362,02 pelos danos materiais e extrapatrimoniais sofridos pelo animal. O MPSC também solicitou o perdimento definitivo da guarda da cadela em favor do órgão competente de proteção animal. 

Na denúncia foi informado que a ex-tutora supostamente mantinha sob sua guarda a droga em local acessível à cadela, chamada Antonieta, permitindo que o animal tivesse contato com o material e ingerisse as porções embaladas de crack

“A omissão da tutora foi determinante para o sofrimento do animal, que, na condição de garantidora da integridade da cadela, submeteu Antonieta a intenso sofrimento físico, comprometendo gravemente sua saúde e expondo-a a concreto risco de morte”, afirma a Promotora de Justiça Simone Cristina Schultz, autora da ação.

A denúncia descreve que, após a ingestão da droga, Antonieta apresentou crises convulsivas recorrentes, tremores, rigidez muscular, alterações neurológicas severas, além de complicações respiratórias e gastrointestinais. O quadro de saúde exigiu atendimento emergencial, endoscopia, internação prolongada, transferência para uma unidade de terapia intensiva veterinária e acompanhamento especializado. 

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“Quem tem a guarda de um animal possui o dever legal de protegê-lo. A falta dos cuidados mínimos permitiu que a cadela tivesse acesso à droga e sofresse consequências extremamente graves. O caso revela um grave quadro de negligência, que submeteu a cadela a intenso sofrimento físico e a um risco concreto de morte”, afirmou a Promotora de Justiça. 

Consta na ação que a situação levou ao acionamento da Polícia Militar, que passou a apurar uma suspeita de tráfico de drogas. Durante conversa com os policiais, a jovem teria confessado espontaneamente que o entorpecente lhe pertencia e que utilizou o animal para ocultar a droga. A denúncia narra, ainda, que a acusada supostamente mantinha em depósito, para fins de comercialização, 48 porções de substância análoga à cocaína, totalizando 16,06 gramas, sem autorização legal.