Morte de menino de dois anos em SC tem novo capítulo com indiciamento de mãe e padrasto

Criança morava em José Boiteux, no Alto Vale, mas estava internada em Jaraguá do Sul

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Foram 764 casos de maus-tratos contra crianças de 0 a 4 anos em SC em 2025 (Foto: Banco de Imagens)

(Foto: Banco de Imagens)

A mãe e o padrasto do menino de dois anos que morreu em um hospital em Santa Catarina foram indiciados por maus-tratos e homicídio qualificado. Moradores de José Boiteux, no Alto Vale, os dois deram declarações confusas ao levar o pequeno ao médico, o que gerou desconfiança e acionamento da Polícia Civil. A criança faleceu há quase dois meses em Jaraguá do Sul.

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O inquérito ainda não foi completamente finalizado, mas a delegacia responsável informou nesta quarta-feira (19) que há provas suficientes para o indiciamento. A criança foi internada com sinais de maus-tratos em junho e, depois de quase uma semana, não resistiu.

Mãe e padrasto foram presos preventivamente. Para a Civil, eles devem ir ao tribunal de júri por homicídio qualificado por motivo fútil, tortura e praticado contra menor de 14 anos e maus-tratos em continuidade delitiva.
As investigações seguem para que se tenha a “completa elucidação de todos os aspectos do caso”.

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Declarações confusas trouxeram desconfiança

O caso se tornou público no dia 13 de junho, quando o menino deu entrada no Hospital Jaraguá. A equipe médica suspeitou da série de lesões e chamou a Polícia Militar. Conforme o registro da ocorrência, a criança foi direto para a UTI com hematomas no peito, nas costas, no rosto e fratura craniana. A mãe disse que a situação era decorrente de uma suposta queda que o filho sofreu durante o banho.

A queda teria ocorrido no dia 11 de junho, quando o menino estava aos cuidados do padrasto.

O homem contou ter medicado o enteado e depois o levou ao Hospital de José Boiteux. De lá, o garoto foi encaminhado ao Hospital Doutor Waldomiro Colautti, em Ibirama, que também alertou as autoridades. Depois, ele ainda passou pelo Hospital Santo Antônio, em Blumenau, de onde foi transferido para Jaraguá do Sul diante da necessidade de uma vaga na UTI pediátrica.

A mãe teria contado que a criança ficava, às vezes, sob os cuidados de babás. A PM achou os relatos muito divergentes para a situação em que o menino se encontrava e chamou a Polícia Civil.