O zagueiro e capitão do Fluminense, Thiago Silva, tem demonstrado de forma cada vez mais clara o desejo para uma futura carreira como treinador. Decisivo na classificação do Tricolor para as quartas de final da Libertadores contra o Rivadavia, o ex-Seleção Brasileira converteu a primeira cobrança na disputa por pênaltis e atuou como um segundo técnico em campo.
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Durante a partida, o veterano de 41 anos fez uma leitura tática que ajudou o auxiliar Marcão para inverter o posicionamento dos atacantes Serna e Soteldo, ajuste que resultou diretamente no gol anotado pelo colombiano após passe de Hércules.
“Me pega um pouco, eu sou fascinado por tática. E o Marcão tem dado abertura para que a gente possa ajudar. Acho que foi mais uma coincidência, com toda humildade. Nosso cara de contra-ataque naquele momento, era o Serna. Essa foi a minha leitura. O Marcão entendeu os meus sinais para poder mudar ele e o Soteldo de lado. Graças a Deus deu certo”, disse ao ge.
Antes do duelo decisivo na Argentina, o capitão já havia se reunido com o goleiro Fábio e a comissão técnica para mapear as valências ofensivas do adversário e ajustar a bola aérea defensiva, que havia sido um problema no jogo de ida.
A paixão pela análise estratégica e o desejo de comandar equipes de elite surgem em um momento em que a aposentadoria dos gramados se aproxima por limitações físicas. Inclusive, o lado “professor” do zagueiro já vem sendo preparado nos bastidores. O jogador iniciou os estudos para a Licença B da CBF durante a pandemia e obteve a Licença A da UEFA em maio deste ano.
A postura do defensor reflete uma tendência crescente no futebol mundial, em que grandes nomes penduram as chuteiras para assumir o comando técnico à beira do gramado, assim como o ex-lateral Filipe Luís, que atuou por Flamengo e Chelsea, e se tornou treinador após a aposentadoria.







