Guia da iluminação: o que ficou datado, as novas tendências e o atemporal

Saiba como escolher a iluminação correta para valorizar os ambientes

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Luz indireta, pontos focais e diferentes alturas estão entre as soluções que ajudam a criar ambientes mais acolhedores e atuais (Foto: Banco de imagens)

A maioria dos apartamentos e casas construídos nas últimas duas décadas segue um padrão repetitivo no teto: diversos furos no gesso, sancas rebaixadas e lustres que disputam espaço com a mobília. Nos anos 2000, a tendência decorativa para a iluminação ditava que, quanto mais cheio de lâmpadas, mais iluminado era um ambiente. Mas essa opinião ficou datada, e a tendência atual é apostar em estratégias para iluminar o lar com naturalidade.

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Hoje, a luz deixou de ser um mero acessório de decoração e passou a ser tratada como um elemento construtivo. Um projeto luminotécnico mal planejado achata o pé-direito, achata a percepção da marcenaria de alto padrão, estoura as cores dos tecidos e causa estresse estético e biológico. Para não gastar muito um projeto que já nasce datado, preparamos uma lista do que já não funciona mais, o que é tendência e as estratégias clássicas. 

O que ficou para trás (e porque)

Um dos grandes erros arquitetônicos da última década são os projetos residenciais que trazem uma iluminação muito artificial, que elimina a naturalidade e interfere até mesmo no descanso. O resultado são ambientes que lembram estúdios fotográficos, lojas, e até hospitais, mas não se assemelham a uma casa. Os projetos que mais ficaram para trás são:

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  • Sancas de gesso abertas com LED colorido (RGB): O uso de gessos abertos com fitas de LED azuis, lilás ou verdes foram tendências nos anos 2000, já que trazem um ar de inovação aos ambientes. No entanto, esse conceito ficou para trás. A luz colorida não é nada prática, já que impede a percepção real das cores dos objetos. Além disso, o uso de sancas abertas tem sido evitado, já que gera acúmulo de poeira.
  • Excesso de spots direcionais: Encher o teto com uma quantidade exagerada de luzes de LED gera poluição visual e cria um efeito chamado de ofuscamento direto. Quando você senta no sofá ou deita na cama, a luz entra direto na sua pupila, o que força a vista e causa cansaço. 
  • Lustres e pendentes exagerados: A ideia de trazer aqueles lustres luxuosos, cheios de lâmpadas, também ficou para trás. Esse tipo de objeto esconde elementos da decoração e achata os ambientes. 
  • Luz branca nas áreas de descanso:  A luz fria (acima de 5000K) ou neutra demais (4000K) na sala ou nos quartos é um erro que pode afetar muito o descanso. Esse tipo de lâmpada  emite picos de luz azul que bloqueiam a síntese de melatonina no cérebro, o que mantém o corpo em estado de alerta e impede a descompressão após o trabalho.

O que é tendência

Hoje, uma das principais tendências da arquitetura quando o assunto é iluminação é o minimalismo técnico. A ideia é que seja possível perceber o efeito da luz, mas sem ver de onde ela vem. Com isso, o teto volta a ser limpo e a iluminação passa a ser instalada de forma indireta. Veja as principais tendências para apostar nos próximos anos: 

  • Fitas de LED de alta fidelidade de cor: A tendência atual utiliza perfis de alumínio ultrafinos com difusores leitosos embutidos na marcenaria ou na alvenaria. Assim, é possível fazer com que a luz esteja atrás do espelho, nos degraus ou até dentro da marcenaria. Além disso, os modelos atuais não geram tanta distorção de cor.
  • Trilhos magnéticos de sobrepor ou embutir: Esse tipo de iluminação veio para substituir os trilhos industriais pesados. Eles permitem a instalação de módulos de luz linear, spots ou pendentes através de um simples clique magnético, sem precisar furar o gesso em caso de mudança. 
  • Lâmpadas recuadas que não ofuscam a vista: As luminárias modernas têm a lâmpada um pouco mais funda para dentro do teto. Assim, é possível olhar para o teto e nem perceber que a luz está acesa, mas o chão e os móveis ficam perfeitamente iluminados.
  • Iluminação em várias alturas: O ambiente não depende mais de uma única lâmpada no centro do teto. A luz é distribuída pelo cômodo: um pouco perto do chão, um pouco nas paredes e um pouco no teto. Isso permite transformar a sala para receber amigos ou deixar tudo mais escuro para ver um filme.

O que é atemporal

Independente do que está em alta nas lojas de decoração, existem algumas técnicas e soluções que não mudam. A estratégia de apostar no que é atemporal é indicada, principalmente, para quem deseja investir agora sem precisar substituir a iluminação daqui a dez anos. Veja o que não vai mudar na decoração de ambientes: 

  • Luz amarelada nas áreas de descanso: A luz morna, que lembra o tom do pôr do sol ou de uma lareira, é insubstituível na sala de estar, no jantar e nos quartos. Ela acalma, deixa o ambiente tranquilo e traz sensação imediata de aconchego.
  • Iluminação focal: No home office, por exemplo, a luz deve vir pela lateral da mesa para evitar fazer sombra no computador. Já na cozinha, luzes embutidas debaixo dos armários aéreos clareiam a pia e a bancada com segurança para preparar os alimentos.
  • Abajures e luminárias de chão: O clássico abajur ao lado do sofá ou no quarto é um objeto muito atemporal. Ele espalha a luz com delicadeza, ilumina aqueles cantos escuros da sala e cria um clima acolhedor à noite.
  • Interruptores que regulam a intensidade da luz: Poder aumentar ou diminuir a força da iluminação no mesmo botão é a melhor solução para a casa. A mesma luz da sala de jantar pode ficar forte para um almoço em família ou bem suave para um jantar especial.

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