Com 54 das 81 cadeiras em jogo na nas Eleições 2026 por meio do voto, o Senado Federal prepara-se para uma das maiores reformulações de sua história recente. Cerca de 21 parlamentares não disputarão a reeleição direta para seus atuais assentos, com nove deles buscando novos voos para a Presidência, governos estaduais ou cargos proporcionais, enquanto 12 tomaram a decisão de não concorrer a nenhum posto político em 2026.
Projeções nacionais e acomodações em suplências
No plano federal, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se lança à corrida presidencial, enquanto Eduardo Girão (Novo-CE) concorre ao posto de vice na chapa de Romeu Zema (Novo-MG). Marcos Rogério (PL-RO) concorre ao governo rondoniense.
Nas demais vagas disputadas, Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) entram na briga por cadeiras de deputado federal, enquanto Mara Gabrilli (PSD-SP) concorre na sphere estadual. Nomes tradicionais como Jader Barbalho (MDB-PA), Nelsinho Trad Filho (PSD-MS), Daniella Ribeiro (PP-PB) e Dra. Eudocia (PSDB-AL) aparecem acomodados na condição de suplentes em chapas majoritárias.
Lideranças que deixam a política e não disputam em 2026
Em um movimento significativo, nomes nacionais optaram pela descontinuidade da carreira política. Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente da Casa que teve seu nome cotado para o governo mineiro, declarou o encerramento do seu ciclo público:
“Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer, com sentimento de dever cumprido, com muitas realizações feitas e coração tranquilo sobre essa decisão. Eu sempre disse que a gente tem uma data de entrada e uma data de saída.”
Na mesma linha de se afastar das urnas estão os senadores Jorge Kajuru (PSB-GO), Paulo Paim (PT-RS), Confúcio Moura (MDB-RO), Fernando Dueire (PSD-PE), Flávio Arns (PSB-PR), Giordano (Podemos-SP), Irajá (PSD-TO), Ivete da Silveira (MDB-SC), Jayme Campos (União-MT), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR).
Risco calculado: mandato até 2030 trocado pelo Executivo estadual
Eleitos em 2022 com mandato vigente até 2030, nove senadores decidiram abdicar dos quatro anos restantes para concorrer ao comando dos seus estados. A lista conta com Cleitinho (Republicanos-MG), Sérgio Moro (PL-PR), Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM), Efraim Filho (PL-PB), Wilder Morais (PL-GO), Renan Filho (MDB-AL), Professora Dorinha (União-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT).






