Lucas Hang, “01” de Luciano Hang, abre o jogo sobre sucessão na Havan e garante: “Sem reinventar a roda”

Lucas Hang, de 29 anos, revela bastidores da família e como os filhos do empresário catarinense se dividem na Havan.

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Luciano Hang e o filho Lucas Hang, que participa dos negócios da Havan

Imagem de um comercial gravado com Luciano e Lucas Hang (Foto: Divulgação)

Ele se tornou uma presença cada vez mais frequente nas propagandas da Havan e passou a ser apresentado nos vídeos como o “novinho da Havan”. Lucas Hang é o filho primogênito do empresário catarinense Luciano Hang e, assim como o pai, nasceu em Brusque.

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Lucas é gêmeo, mas foi o primeiro dos dois a nascer. Quando o assunto, porém, é a sucessão da empresa — que projeta chegar a 200 unidades no Brasil este ano —, ele não se vê como o “01”. Segundo ele, essa nunca foi uma discussão dentro de casa.

Aos 63 anos, Luciano Hang demonstra disposição para continuar à frente do negócio, que bateu recorde de faturamento no ano passado. Nas inaugurações e nas visitas às obras, costuma aparecer com os filhos ao lado, em uma demonstração cada vez mais evidente da participação da nova geração na empresa.

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No mês passado, foi Lucas quem subiu ao palco para receber o troféu de primeiro lugar no Prêmio Top of Mind, na categoria Grande Empresa Catarinense do Comércio.

Nova geração

Lucas, de 29 anos, é um dos três filhos. O caçula, Matheus Hang, de 26, também ocupa um cargo na Havan, mas tem um perfil mais discreto e voltado aos números. Lucas, por outro lado, encontrou no marketing e no comercial o seu espaço dentro da empresa.

O terceiro filho, Leonardo, escolheu a área da saúde e hoje atua em uma clínica de fisioterapia. Mesmo assim, também cresceu dentro das lojas do pai e passou pelos treinamentos para conhecer de perto o funcionamento de cada setor da gigante varejista.

“Não temos ego em relação a isso. Não existe uma disputa sobre quem vai ser o número 1, o número 2 ou o número 3. A gente pensa muito na Havan, na empresa, na família”, afirma Lucas.

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Segundo ele, a família mantém um Conselho de Família, onde os três irmãos, o pai e outros integrantes discutem questões relacionadas ao futuro da varejista.

A relação com a empresa começou cedo. Lucas conta que os irmãos começaram a trabalhar aos finais de semana na loja do pai, em Brusque, quando tinham 12 anos. Mais tarde, os três receberam treinamento e passaram a conhecer o funcionamento dos diferentes setores da empresa.

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“A gente nunca foi obrigado a trabalhar na empresa. O que nosso pai sempre deixou claro é que tinha de fazer alguma coisa e trabalhar”, conta o primogênito.

Liberdade para errar e escolher

Lucas diz que o pai sempre deu liberdade aos filhos e os incentivou a testar, errar e aprender dentro da empresa. Foi no comercial que ele se encontrou e acabou assumindo uma frente ligada ao marketing.

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Uma das apostas foi aproximar a Havan do esporte, levando a marca para esse universo e criando um setor específico para cuidar dos negócios relacionados à área.

A divisão entre os irmãos, segundo Lucas, ocorre de acordo com o perfil e as habilidades de cada um. A ideia é aproveitar o potencial de cada filho, sem transformar a sucessão em uma disputa.

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Quem decide quando o pai não está?

Mas… E se Luciano Hang não estiver por perto e for preciso tomar uma decisão, quem dá a palavra final?

Lucas afirma que não existe uma regra única.

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“A gente tem liberdade para tomar decisão. Obviamente, gostamos muito do pai presente. Não temos essa pressa de assumir decisões sozinhos. Não por medo, não por ego, mas porque realmente queremos que ele esteja com a gente o máximo possível, porque se aprende muito com ele”, afirma.

Segundo Lucas, há apenas algumas decisões mais específicas que ainda costumam passar pela aprovação do pai.

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Aos 29 anos, ele não demonstra pressa em ocupar o lugar de Luciano. Pelo contrário: diz que a presença do pai ainda é vista pelos filhos como uma oportunidade de aprendizado.

O futuro da Havan

Quando o assunto é o futuro da Havan, Lucas é direto: a nova geração não pretende mudar a fórmula que ajudou a construir a empresa.

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“Uma coisa que a gente vem falando muito sobre o futuro da empresa é continuar fazendo o que ela vem fazendo de maneira exemplar nos últimos 40 anos. A gente é nova geração, mas não quer reinventar a roda, não quer mudar o que vem sendo feito. Queremos continuar neste caminho que vem sendo muito bem feito.”

Para ele, essa continuidade também passa por reconhecer quem ajudou a construir a empresa antes mesmo de os três irmãos fazerem parte dela.

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“Temos uma gratidão muito grande, não só pelo nosso pai, mas também por todas as pessoas que estão aqui até antes de a gente ter nascido.”

Linha do tempo mostra como Havan se tornou gigante do varejo