Defensora de negociações pelo fim do tarifaço dos Estados Unidos porque Santa Catarina tem a economia altamente afetada pela medida, a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) divulgou notícia elogiando a conversa do presidente Lula com o presidente americano Donald Trump. Mas a entidade ressaltou que as discussões devem ser tratadas com a urgência que o grave cenário atual exige, sem interferências de cunho político-eleitoral.
“É fundamental que cessem manifestações inflamadas buscando dividendos eleitorais”, disse Gilberto Seleme, presidente da Fiesc.
Para a entidade, a informação do governo brasileiro de que, a partir do telefonema, equipes técnicas dos dois países voltarão a conversar é positiva. É o que o setor produtivo catarinense sempre defendeu: pragmatismo, diplomacia empresarial e foco no diálogo institucional.
“A negociação comercial é o único caminho sustentável para evitar retaliações em cadeia e a retração das exportações industriais”, alertou também o presidente da Fiesc.
As tarifas adotadas pelos EUA nas importações de produtos brasileiros afetam 94,5% do faturamento das exportações de SC ao mercado americano. Isso em função do impacto do tarifaço de 37,5% e da tarifa a aço, alumínio, veículos e autopeças, que está em vigor desde o ano passado.
No final da nota, a Fiesc reforça que seguirá acompanhando de perto as conversas dos dois governos. Isso porque o estado está sendo afetado na sua competitividade e geração de empregos em função dessas tarifas.
