O debate da CBN e do NSC Total reuniu candidatos ao Senado por Santa Catarina para discutir ideias e temas de interesse dos catarinenses na noite deste domingo (23). Além das respostas que abordaram temas como feminicídio, infraestrutura e combate ao crime organizado, o debate eleitoral também teve bastidores e curiosidades no encontro dos concorrentes que foram desde o interesse sobre o resultado do jogo do Avaí pela Série B até detalhes do figurino e da preparação dos candidatos.
Foram convidados para o debate candidatos de partidos, federações ou coligações com pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional, conforme prevê a legislação eleitoral. Participaram os candidatos Afrânio Boppré (PSOL), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP), Jeferson Rocha (PRD) e Lunelli (MDB).
Figurino, amuletos e jogo do Avaí
O candidato Esperidião Amin (PP) aguardou o debate em uma sala ao lado de dois assessores. Entre uma visita e outra de candidatos adversários, Amin espiava no celular lances da partida entre Avaí e Ponte Preta, pela Série B do Campeonato Brasileiro — o time da Capital buscava vencer para se afastar do risco de rebaixamento. O jogo também despertou o interesse de outro candidato, Afrânio Boppré (PSOL), que já no intervalo de um dos blocos do debate perguntou se o jogo tinha terminado, e ouviu a notícia do placar final de 2 a 0 para o time catarinense.
Torcidas à parte, os candidatos também levaram objetos pessoais e amuletos para o debate. Amin exibiu no paletó o broche que sempre o acompanha, com a figura de um origami que representa o sino da paz, atração de um parque de Frei Rogério, cidade de colonização japonesa no Meio-Oeste de SC. Também carregou medalhas de santos como São José, que também o acompanham no dia a dia.
Ao cumprimentar o companheiro de chapa Lunelli (MDB), Amin colou seu adesivo no lado direito do blazer do emedebista, enquanto o colega fixava seu número no seu paletó. O gesto reforçou o pedido de voto cruzado de MDB e PP, em um cruzamento que envolveu também a indicação de suplentes dos dois partidos e foi repetido diversas vezes por eles ao longo do debate.
Veja fotos do debate
Os outros candidatos também cuidaram de detalhes na escolha do figurino para o debate. Jeferson Rocha, postulante do PRD, disse que escolheu uma camisa xadrez e um blazer pelo fato de o debate ser num domingo, “um dia que pede uma roupa mais informal”. Abaixo dela, levava um escapulário de Frei Silvério, religioso de Lages, sua cidade natal.
Lunelli (MDB) também escolheu o blazer, mas por baixo levava uma camisa usada na campanha, com seu nome e número bordados. Décio Lima (PT), advogado, diz que sempre teve o blazer como parte do visual. Nas anotações levadas ao estúdio, afirmou que levava números principalmente de entregas do governo Lula (PT) para Santa Catarina, tema abordado por ele nas respostas.
O candidato Afrânio Boppré (PSOL) participou do debate com um paletó azul escolhido pelo critério de ser o que estava mais acessível no guarda-roupas. Sem amuletos e com apenas o adesivo com seu número colado na lapela, levou como tema prioritário para o debate as tarifas dos Estados Unidos e a defesa de que SC não precisaria “importar candidatos”.
Interações no debate
Durante o debate, Amin e Décio aproveitaram a proximidade entre os dois que o sorteio ocasionou para trocar breves comentários. Ao ouvir críticas de Jeferson Rocha aos programas Pé-de-Meia e Bolsa Família, Décio Lima fez anotações num papel para uma resposta posterior, em que defendeu o governo federal.
No outro lado do estúdio, os outros candidatos das coligações também faziam uma dobradinha, com Lunelli e Afrânio Boppré trocando perguntas e alguns comentários. Em um dos intervalos, após Lunelli responder a uma pergunta sobre o impacto das bets no orçamento das famílias, o emedebista comentou com Afrânio que está surpreso com a quantidade de pessoas afetadas pelas apostas on-line, e ouviu do postulante do PSOL a opinião de que as bets deveriam ser extintas.
Outra curiosidade foi a presença de um candidato a governador no debate ao Senado. Jeferson Rocha, único candidato ao Senado da federação PRD/Solidariedade, teve como um dos dois assessores o candidato Ralf Zimmer (PRD), que conversou com os demais adversários e trocou impressões com Jeferson nos intervalos.

















