50% de Jorginho contrastam com disputa embolada pelo Senado em SC

Primeiro levantamento demonstra que eleição segue aberta em Santa Catarina

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Os números da pesquisa Quaest divulgada pela NSC nesta segunda-feira (24) colocaram o governador Jorginho Mello (PL) em uma situação confortável neste início de campanha eleitoral de 2026. Os 50% de intenção de voto dão a ele um caminho mais curto para vencer a eleição em primeiro turno, enquanto nenhum dos adversários sequer atingiu a marca dos 20%. Ao Senado, Esperidião Amin (Progressistas) larga na frente de uma corrida que promete ser bastante apertada.

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Jorginho na liderança

O governador Jorginho Mello (PL) confirmou o favoritismo esperado e apareceu na liderança, ainda abaixo do percentual necessário para uma vitória em primeiro turno, mas muito próximo do índice necessário para decidir a eleição no dia 4 de outubro. A pesquisa também demonstrou que o governador tem votos em diferentes campos políticos, mas principalmente entre eleitores de direita, incluindo os bolsonaristas.

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Com um percentual muito próximo de atingir o necessário para decidir a eleição em primeiro turno, Jorginho tem ainda outros fatores favoráveis. Para 66% dos eleitores, o atual governador merece ser reeleito. É um indicativo de que os atuais 50% ainda podem crescer.

Os 17% de João Rodrigues

Em outros levantamentos e diante daquilo que se esperava nos bastidores, João Rodrigues (PSD) atingiu um patamar semelhante ao da pré-campanha. Ainda não há sinais de que o ex-prefeito de Chapecó tenha conseguido subir a um nível que represente algum tipo de preocupação para Jorginho na disputa. Havia muita apreensão no entorno da campanha do pessedista com os resultados, justamente pelo entendimento de que um percentual ruim poderia ser uma ducha de água fria no início da campanha.

Os 17%, porém, deram à campanha um sinal de que o cenário permanece semelhante, sem grandes alterações, com a expectativa de que a propaganda eleitoral no rádio e na TV possa ajudá-lo nas próximas semanas.

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Desafio de Merisio

O cenário de Gelson Merisio (PSB), obviamente, é o mais desafiador. Os 4% da primeira pesquisa revelam que o candidato da esquerda ainda não conseguiu alcançar o eleitorado de esquerda. A propaganda eleitoral no rádio e na TV será a oportunidade para que o novo socialista consiga despertar a identificação com os eleitores de Lula, que representaram 20% nesta primeira pesquisa no recorte presidencial.

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Desde o começo da pré-campanha, Merisio se estabeleceu como o candidato de Lula em Santa Catarina. Isso, porém, ainda não chegou ao eleitorado, como demonstrou a pesquisa.

Amin lidera o “bolo”

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A disputa ao Senado tem um quadro embolado. O senador Esperidião Amin (PP) está à frente, mas tecnicamente empatado, dentro da margem de erro, com Carlos Bolsonaro (PL). Carol de Toni, na sequência, aparece tecnicamente empatada, também dentro da margem de erro, com Décio Lima (PT).

Nesse cenário, Amin demonstra que entrou com força na briga pela reeleição. A vinda de Carlos Bolsonaro do Rio de Janeiro para Santa Catarina deu ao atual senador um ingrediente a mais para reforçar seu posicionamento na eleição.

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Carol, por sua vez, ainda tropeça. Mas, a seu favor, está o fato de que 65% dos eleitores não a conhecem, o que revela um campo importante que ela pode explorar. Décio Lima, por fim, terá uma missão parecida com a de Merisio: colar seu nome ao de Lula e buscar repetir, em Santa Catarina, os percentuais do presidente da República.