Planejar uma viagem para a Europa vai custar mais caro e exigir atenção com uma regra inédita. A União Europeia confirmou a cobrança de 20 euros (cerca de R$ 120) para a entrada de turistas de países isentos de visto, o que atinge diretamente os brasileiros. O valor refere-se ao ETIAS – European Travel Information and Authorisation System (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) , uma checagem eletrônica de segurança que deverá ser preenchida pela internet antes do voo.
Por enquanto, o viajante não precisa correr para emitir nada. A União Europeia reforça que ainda não está recebendo solicitações e que a data oficial de estreia do sistema será anunciada pelos canais do bloco.
FOTOS: Os detalhes da nova permissão de 20 euros obrigatória para entrar na Europa
Lista inclui os destinos favoritos dos brasileiros
A autorização digital será exigida para circular por 30 países do continente. A lista reúne as rotas mais populares entre turistas do Brasil, como Portugal, Espanha, Itália, França e Alemanha, além de locais como Suíça, Holanda, Grécia e Bélgica.
Apenas a Irlanda ficou fora dessa unificação de regras dentro do bloco. Por conta de um acordo migratório próprio com o Reino Unido, o país segue com as checagens tradicionais de fronteira para os voos vindos do Brasil.
Aeroportos terão fases de adaptação
A nova exigência não pegará o público de surpresa no primeiro dia, já que o bloco preparou um cronograma dividido em duas etapas para evitar filas e cancelamentos. Nos primeiros seis meses, o sistema vai emitir a permissão em caráter preferencial, liberando a entrada de quem esquecer o documento, desde que o turista apresente os comprovantes normais de hospedagem, passagem e seguro.
Em seguida, o controle passa por mais um semestre de tolerância, permitindo a entrada de quem estiver pousando na Europa pela primeira vez após o lançamento. Somente depois desse período de testes a regra passa a valer de forma definitiva para todos os passageiros.
Solicitação simples feita pelo computador ou celular
Todo o procedimento será feito de casa, em um site e aplicativo oficiais mantidos pelo bloco europeu, sem precisar de agendamento em consulados ou envio de cópias de documentos. O passageiro só precisa ter um passaporte com validade de pelo menos três meses além da data de retorno, um e-mail para receber a liberação e um cartão de crédito ou débito internacional para quitar o pagamento.
O formulário pede dados cadastrais básicos, profissão, nível de instrução, o primeiro país de desembarque e checagens simples de segurança. Com o cruzamento automático de bancos de dados policiais, a confirmação costuma chegar à caixa de entrada em questão de minutos.
Duração da permissão e regras para isenção
Uma vez aprovado, o documento tem validade de três anos ou dura até o vencimento do passaporte usado no cadastro. Dentro dessa janela de tempo, o viajante pode fazer várias viagens, respeitando o limite legal de até 90 dias de permanência a cada intervalo de seis meses.
O pagamento de 20 euros também não atinge todo mundo. Menores de 18 anos e idosos com mais de 70 anos têm gratuidade garantida, embora continuem obrigados a preencher o cadastro digital na internet para liberar o embarque.
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*Com edição de Luiz Daudt Junior.







