Imigrante arriscou o destino da família em negócio de sucesso que virou escudo da Seleção Brasileira

Haco nasceu em uma casa enxaimel e hoje tem parque fabril de mais de 40 mil metros quadrados, boa parte dele na Vila Itoupava, em Blumenau

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Empresa fica no distrito mais alemão da cidade (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)

Em 1928, a alemã Johanna Conrad deixou a família na Europa e veio conferir se fazia sentido eles começarem uma nova vida no Brasil. Chegou a Blumenau, no Vale do Itajaí. Sozinha, arriscou as economias, comprou uma fábrica de cadarços e apenas avisou ao marido, Henrique Conrad, por carta. A aposta foi certeira. O casal se tornou dono da Haco, uma gigante mundial na produção de etiquetas, responsável, inclusive, pelo brasão da camisa da seleção brasileira.

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A história de Johanna hoje é contada pelo bisneto dela, Alberto Conrad Lowndes, CEO da Haco. A gestão nunca saiu das mãos da família e, com 98 anos de existência, a empresa que nasceu como fábrica de cadarços dentro de uma casa enxaimel atualmente ostenta um parque fabril de mais de 40 mil metros quadrados no Brasil — 30 mil somente em Blumenau — e crescimento médio anual de 15%.

O imóvel enxaimel no distrito mais alemão de Blumenau foi tombado como patrimônio histórico e é usado como centro administrativo e de eventos da Haco. Há quase 100 anos, no entanto, foi nesse endereço na Vila Itoupava que tudo começou.

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Com a compra feita pela matriarca, a família veio da Alemanha e se instalou na Vila Itoupava. O negócio prosperou, depois de Johanna, o filho Carl Heinz Conrad assumiu o comando até alcançar a quarta geração com Alberto. Com o passar do tempo, a empresa blumenauense se tornou uma potência mundial e referência quando o assunto é identificação de marca.

Empresa começou pequena e hoje tem parque fabril de 40 mil m²

Haco produzi bilhares de etiquetas por ano

É possível dizer que o maior ativo da Haco é o nome consolidado. Alberto garante que é a qualidade oferecida o que diferencia a empresa das demais. Uma das estratégias de fortalecimento é vender mais para o mesmo cliente, possibilitando diversas opções de itens de identificação.

O cliente não olha pra gente pelo tamanho, mas por sermos a melhor.

O carro-chefe da Haco são as etiquetas tecidas, seguidas por cadarços e etiquetas inteligentes, feitas com radiofrequência. São 13 linhas de negócio no total, que atendem marcas de moda e grandes companhias, como a Nike, em mais de 40 países. Além da seleção, a Haco faz o brasão de times brasileiros e europeus e da Argentina.

Com a operação verticalizada, do tingimento do fio ao produto pronto, 1.300 colaboradores diretos atuam em quatro unidades, uma delas em Covilhã, Portugal, aberta em 1994. Com capital fechado e faturamento mantido a sete chaves, para este ano, comenta Alberto, a projeção é de 18% de crescimento. A produção anual é de cerca de 6 bilhões de etiquetas.