Maior fábrica da Häagen-Dazs produz 80 milhões de litros ao ano e abastece países em quatro continentes

Marca de sorvetes anunciou que vai parar de ser distribuída no Brasil após 29 anos

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Principal unidade de produção global da Häagen-Dazs está localizada nos arredores de Arras, no norte da França (Foto: Haagen Dazs, Reprodução)

A maior fábrica do sorvete Häagen-Dazs fica em Arras, no norte da França, produz cerca de 80 milhões de litros por ano e abastece países da Europa, Ásia, Austrália e América do Sul. Nesta semana, a empresa informou que vai deixar o Brasil após 29 anos de presença no país

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No Brasil, a dona da marca, a General Mills, mantém duas fábricas, em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT), além de seis centros de distribuição. As fontes consultadas, porém, não apontam essas unidades como produtoras de Häagen-Dazs. Segundo O Globo, os sorvetes vendidos no mercado brasileiro são importados.

A General Mills confirmou que a marca deixará de ser distribuída no Brasil e atribuiu a decisão a uma reformulação de portfólio anunciada em março de 2026.

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“A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026”, informou a companhia em nota reproduzida pelo g1.

Também em março, a multinacional anunciou a venda de sua operação brasileira ao grupo 3corações por R$ 800 milhões. O negócio inclui marcas como Yoki e Kitano e ainda depende de aprovações regulatórias.

Fábrica produz 80 milhões de litros por ano

A principal unidade de produção global da Häagen-Dazs está localizada nos arredores de Arras, no norte da França. Inaugurada em 1992, a fábrica produz atualmente cerca de 80 milhões de litros de sorvete por ano e é responsável pela maior parte da produção mundial da marca, segundo reportagem da revista especializada Manufacturing Digital, publicada em junho de 2026.

A fábrica começou produzindo os tradicionais potes da Häagen-Dazs. Em 1993, passou também a fabricar picolés e, no ano seguinte, ampliou a produção para os minicopos. Hoje, a instalação conta com 10 linhas de produção e duas linhas de processamento.

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“Quando começamos, produzíamos canecas clássicas e potes grandes para o setor de alimentação. Em 1993, começamos a fabricar picolés e, em 1994, expandimos para mini-copos”, afirmou à Manufacturing Digital o diretor da fábrica, Nicolas Cayeux.

O processo industrial ajuda a explicar uma das principais características associadas à marca. Depois da mistura, pasteurização e homogeneização dos ingredientes, a base segue para o congelamento. Os lotes são batidos lentamente, com menor incorporação de ar, para produzir uma textura mais densa. Depois da inclusão de ingredientes e caldas, o sorvete passa por um túnel com temperatura de -40°C antes da embalagem, paletização e distribuição.

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Häagen-Dazs chegou ao Brasil em 1997

Criada nos Estados Unidos em 1960 pelo imigrante polonês Reuben Mattus, a Häagen-Dazs foi desenvolvida com a proposta de ocupar o segmento de sorvetes sofisticados.

A marca chegou ao Brasil em 1997 e, nos anos seguintes, chegou a manter uma rede de lojas físicas concentrada principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

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As sorveterias foram encerradas em 2018. Desde então, a empresa passou a concentrar as vendas brasileiras em canais como supermercados, quiosques e lojas de conveniência em postos de combustíveis.

Por que a Häagen-Dazs vai deixar o Brasil?

A saída ocorre mesmo em um momento de crescimento do mercado de sorvetes premium no país. Segundo O Globo, citando dados do setor, o segmento premium avança entre 8% e 10% ao ano no mundo, enquanto o Brasil cresce acima dessa média.

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Um dos desafios para a Häagen-Dazs é o fato de os produtos vendidos no país serem importados, o que expõe a operação a custos de câmbio, tarifas e a uma logística refrigerada mais complexa.