O candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD) demonstrou incômodo ao ser questionado por mais detalhes sobre seus projetos para a previdência, durante entrevista ao Jornal Nacional, da rede Globo, na noite desta terça-feira (25).
A situação ocorreu quando a jornalista Renata Vasconcellos mencionou o envelhecimento da população brasileira e questionou a proposta de Caiado para uma eventual reforma na previdência.
“No longo prazo, qual é exatamente a sua proposta para isso? Em que que o senhor mexeria?”, questionou Renata.
“Nós não estamos aqui em uma mesa examinadora“, respondeu Caiado.
“A geste está tratando de propostas”, retrucou César Tralli.
“Mas não é uma mesa examinadora de um detalhe da economia”, falou Caiado.
“Esse assunto é muito importante, não acha?”, disse Renata.
“Lógico que é. Eu buscarei as melhores cabeças, tá certo? No Brasil, tá certo? Eu vou buscar um Paulo Tafner (economista especialista em previdência). Agora, não é possível que você queira detalhes de um assunto, que eu concorde com você. Primeiro que eu entendo da área”, disse Caiado.

Polícia transnacional
Caiado também defendeu a criação de uma polícia com outros países que fazem fronteira com o Brasil.
“Eu vou criar uma polícia que essa polícia vai poder entrar, desde que esteja tratando de assuntos de contrabando de armas, lavagem de dinheiro, drogas, você não precisa ter limite, você vai passar pra outros países e eles vão ter liberdade para adentrar no Brasil. Isso não compromete soberania”, disse Caiado.
Questionado sobre qual o seria o custo da medida, Caiado disse que seria “bilhões”, mas não detalhou o valor. Segundo o candidato, a polícia transnacional responderia ao ministro da Segurnaça Pública, com central de inteligência com tecnologia.
“Se ficar alguma dúvida em relação a isso (prisões), eu como presidente vou propor aos meus colegas presidentes limítrofes que façamos com que a prisão seja feita”, disse Caiado.
Anistia ampla, geral e irrestrita
Caiado também voltou a defender a anistia “ampla, geral e irrestrita” a todos os condenados pelo 8 de janeiro. Segundo ele, a medida visa pacificar o país.
“Encaminharei sim ao Congresso Nacional um projeto para que haja uma anistia geral, ampla, da mesma maneira que de uma forma especial, o supremo concedeu ao presidente Lula, ele foi condenado em todas as instâncias”, disse Caiado.











