Café com Ânderson: Alesc vota afastamento de Jorginho para a campanha eleitoral

Saiba os destaques desta quarta-feira, 26 de agosto de 2026

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(Foto: Arte NSC)

Bom dia! Está servido o Café com Ânderson deste 26 de agosto de 2026, quarta-feira. Assista abaixo:

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Afastamento
Os deputados estaduais de Santa Catarina votam, nesta quarta-feira (26), o pedido de afastamento temporário do cargo do governador Jorginho Mello (PL), no período de 29 de agosto a 5 de outubro de 2026. O objetivo da licença, “em caráter particular e sem ônus para o erário”, é permitir que Jorginho se dedique exclusivamente à campanha de reeleição.

Extraordinária
Para decidir sobre o pedido, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) convocou uma Sessão Extraordinária para esta quarta-feira, às 14h. A aprovação é uma etapa formal prevista na Constituição do Estado para os casos de afastamento do governador por período superior a 15 dias, quando o motivo é de caráter particular.

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Vice
Com a confirmação da licença de Jorginho Mello a partir de 29 de agosto, a vice-governadora Marilisa Boehm (PL) assumirá o comando do Poder Executivo catarinense até o dia 5 de outubro. O retorno de Jorginho ao Centro Administrativo está previsto para o dia seguinte ao primeiro turno da votação.

Impulsionamento
Uma decisão recente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) abriu precedente ao permitir o impulsionamento pago de posts com críticas políticas entre pré-candidatos, contanto que o conteúdo não configure ofensa direta ou fake news. No entanto, a nova interpretação já enfrenta forte resistência do Ministério Público Eleitoral (MPE).

Caso específico
Em despacho assinado pelo procurador regional eleitoral auxiliar André Stefani Bertuol, o órgão defendeu a derrubada de uma liminar concedida na semana passada dentro desse novo entendimento. O caso se trata de uma representação da coligação do atual governador e candidato à reeleição, Jorginho Mello (PL), contra o candidato do PSB, Gelson Merisio. A ação questiona o impulsionamento, no Instagram, de críticas à gestão da educação estadual, utilizando dados do Ideb. Para o MPE, a legislação eleitoral proíbe de forma objetiva o uso de dinheiro para alavancar qualquer conteúdo negativo contra adversários, independentemente de haver ofensa ou não.

Uso de recursos financeiros
No parecer, a Procuradoria Regional Eleitoral afirma que a discussão não gira em torno da liberdade de expressão ou da licitude da crítica, que continuam permitidas de forma orgânica. O ponto central, destaca o procurador, é a proibição do uso de recursos financeiros para “amplificar artificialmente mensagens desfavoráveis a oponentes”.

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Segundo o procurador, há entendimentos na Lei das Eleições e em uma súmula do próprio TRE-SC de que o impulsionamento de conteúdo pago serve exclusivamente para promover ou beneficiar quem o contrata. Ao pagar às plataformas digitais para espalhar críticas à gestão de Jorginho Mello, Merisio teria violado a regra de assimetria econômica do debate eleitoral, usando o aporte financeiro como “mecanismo de depreciação” da imagem do concorrente, conforme o entendimento do procurador.

Olhar do TSE
Outro argumento central do MPE para mudar a liminar concedida inicialmente pelo desembargador Marcelo Carlin é o desalinhamento com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O parecer destaca que a Corte Superior possui jurisprudência consolidada no sentido de que o impulsionamento de conteúdo negativo é vedado de forma absoluta, inclusive quando mascarado de mera “crítica política”.

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Resumo da ópera
O embate em torno do post patrocinado de Merisio sobre o Ideb reflete o tom da disputa antecipada pelo governo de Santa Catarina em 2026. A publicação questionava os resultados da educação catarinense no Sul do país e ironizava ações da atual gestão, o que gerou a representação movida pela coligação de Jorginho. Caso o plenário do TRE-SC reveja o entendimento atual e acolha o recurso do governador, endossado pelo MPE, Merisio poderá ser condenado ao pagamento de multa e proibido de impulsionar novas postagens de tom crítico.

Premiação
Na noite desta terça-feira (25), ocorreu a entrega dos prêmios da 19ª edição do Prêmio Congresso em Foco, que celebrou parlamentares de diferentes trajetórias e posições políticas sob o tema “Plural como o Brasil”. De Santa Catarina, na categoria de votação popular por Unidade da Federação, a deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) foi eleita pelo público como a melhor deputada de SC. Já na avaliação do júri técnico, a deputada Caroline de Toni (PL-SC) figurou na seleta lista dos dez melhores deputados federais do país. No Senado Federal, as premiações ocorreram por região do país. No Sul, o senador Paulo Paim (PT-RS) foi escolhido pela votação popular como o melhor da região.

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Aliás…
As duas premiadas de SC no prêmio terminaram a noite de terça-feira em um clima nada bom. E o impasse envolve a omissão de Flávio Bolsonaro nos impressos de campanha de aliados do governador. Na noite desta terça-feira (25), a presidente estadual do Podemos, deputada Paulinha, divulgou um vídeo em que aparece descontraída ao lado de Carol de Toni. A concorrente ao Senado segurava o panfleto da aliada, que deixava de fora o candidato do PL à Presidência. A atitude provocou reação imediata de Julia, que já vinha criticando o fato. A coluna apurou que as duas terminaram a noite sem conversar, por opção de Julia. O material foi removido dos perfis de Paulinha, que tem argumentado que manter a neutralidade na corrida nacional é uma diretriz nacional do Podemos. A presidente estadual do Podemos apoia Jorginho e fez um discurso enfático de apoio ao projeto na convenção da coligação.