Com mais de 60 desaparecidos, Blumenau é ponto de coleta de DNA em campanha da Polícia Científica e Civil

E se, mesmo depois de anos sem saber o paradeiro de um familiar, o DNA ainda pudesse ajudar a revelar as respostas?

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São 22 municípios catarinenses envolvidos na coleta de material genético e Blumenau é um deles. (Foto: Polícia Científica de SC, Divulgação)

Mais de 60 famílias em Blumenau aguardam uma resposta para o desaparecimento de um parente. Alguns esperam há dias enquanto outros buscam pistas há mais de 40 anos. E se, mesmo depois de anos sem saber o paradeiro de alguém, o DNA ainda pudesse ajudar a revelar as respostas? Para isso, as polícias Científica e Civil de Santa Catarina participam de uma campanha nacional de coleta de material genético dos familiares.

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A campanha começou nesta segunda-feira (24) e segue até esta sexta-feira (28), como parte da Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas e do programa permanente PCI Conecta. São 22 municípios catarinenses envolvidos diretamente com pontos de coleta de material genético (veja quais abaixo).

O objetivo é expandir o Banco Nacional de Perfis Genéticos, um sistema que compara os registros de DNA de familiares com os dados de pessoas vivas sem identificação ou restos mortais encontrados em qualquer lugar do Brasil. Embora os esforços sejam intensificados durante a semana de mobilização, o serviço de coleta de familiares continua sendo oferecido ao longo do ano.

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O sistema oficial de consulta de pessoas desaparecidas da Polícia Civil de Santa Catarina registra um total de 67 desaparecidos em Blumenau no momento. Alguns desapareceram recentemente, como Renan da Cunha, de 19 anos, declarado como desaparecido no domingo (23). Outros estão desaparecidos há mais de 40 anos, como Patrícia da Veiga, de 46 anos na época, desaparecida desde 2 de fevereiro de 1980.

Entenda como funciona

A coleta é gratuita, voluntária, indolor e feita em poucos segundos. O procedimento é realizado com kits padronizados nacionalmente, por meio de swab bucal, feito com um cotonete próprio que é passado na parte interna da bochecha do doador. Esse perfil genético coletado é utilizado exclusivamente para a identificação do familiar desaparecido.

É recomendado a presença de, no mínimo, dois familiares biológicos de primeiro grau, como pai, mãe, filhos ou irmãos do desaparecido. Aqueles familiares que já forneceram material genético em ocasiões ou campanhas passadas não precisam realizar o procedimento novamente.

Para participar, o familiar deve ter um boletim de ocorrência de desaparecimento registrado, preencher o formulário disponível no site da Polícia Científica e aguardar o contato para confirmar a data, horário e local da coleta.

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“Após a coleta, os peritos realizam a análise genética e inserem os dados no banco de perfis. Quando há compatibilidade, o familiar é contatado. Caso não haja correspondência imediata, o perfil permanece ativo e segue sendo comparado automaticamente a cada atualização da base de dados”, explica a perita-geral da Polícia Científica de Santa Catarina e presidente do Conselho Nacional de Dirigentes de Polícias Científicas, Andressa Boer Fronza.

Veja fotos

Em quais cidades há pontos de coleta

  • Balneário Camboriú
  • Blumenau
  • Brusque
  • Caçador
  • Campos Novos
  • Canoinhas
  • Chapecó
  • Concórdia
  • Criciúma
  • Curitibanos
  • Florianópolis
  • Joaçaba
  • Joinville
  • Lages
  • Palhoça
  • Porto União
  • Rio do Sul
  • São Bento do Sul
  • São Joaquim
  • São Lourenço do Oeste
  • São Miguel do Oeste
  • Tubarão