Herdeiro das Casas Bahia bancou clube de SP até a final da Libertadores antes da maior crise de sua história

Saul Klein foi o principal mecenas do Azulão durante o período mais vitorioso, no início dos anos 2000

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Entenda a relação da Casas Bahia com o vice-campeonato do São Caetano na Libertadores (Foto: Divulgação e Alexandre Vidal, Flamengo)

Entenda a relação da Casas Bahia com o vice-campeonato do São Caetano na Libertadores (Foto: Divulgação e Alexandre Vidal, Flamengo)

O empresário Saul Klein, herdeiro do fundador das Casas Bahia, marcou o futebol brasileiro ao atuar por quase duas décadas como mecenas do São Caetano. Impulsionado por aportes massivos da família, o Azulão viveu seu auge no início dos anos 2000 e chegou ao vice-campeonato da Libertadores, antes de o clube ruir em uma severa crise esportiva e financeira.

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Casas Bahia detém os naming rights do Campeonato Paulista

A história da família Klein no futebol remete às origens das Casas Bahia, rede fundada em São Caetano do Sul, mesma cidade da equipe. Na época, Klein injetava recursos mensalmente no clube e mantinha uma folha salarial acima do porte da instituição.

Em ritmo acelerado, o São Caetano deixou as divisões inferiores do futebol nacional, acumulou dois vices no Campeonato Brasileiro, um na Libertadores e conquistou o Campeonato Paulista em 2004.

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Do topo ao colapso do Azulão

A Casas Bahia atuou como a principal patrocinadora do Azulão por anos, mas a parceria não teve um desfecho positivo. Com a saída definitiva de Klein em 2020, o clube afundou em uma das piores crises de sua história e está sem divisão nacional.

Atualmente gerido pelo empresário Jorge Machado, o clube busca reconstrução. Na temporada 2026, porém, acabou eliminado na semifinal da Série A4 Paulista e segue sem divisão no Brasileiro, mantendo na Copa Paulista a única via para buscar vaga nacional em 2027.

Crise na Casas Bahia

O Grupo Casas Bahia anunciou o fechamento de 298 lojas e o desligamento de 1,9 mil colaboradores pelo país. O grupo protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, declarando dívidas de R$ 17,3 bilhões.

A família Klein não controla a Casas Bahia desde 2009. A partir de 2025, o controle majoritário da varejista passou à gestora Mapa Capital.