O setor de tecnologia de Santa Catarina registrou crescimento acima da média brasileira em indicadores econômicos de 2025, segundo o Observatório Acate 2026, divulgado nesta quinta-feira (27), no Startup Summit pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate). A soma do faturamento das empresas do setor alcançou R$ 47,9 bilhões, uma alta de 12,7% frente ao ano anterior e quase o dobro da média nacional que chegou a 7,1%.
O número de empregos no setor, no ano passado, cresceu 1,8% e somou 102,2 mil vagas, colocando o estado em segundo lugar no país. SC superou Minas Gerais e ficou atrás apenas de São Paulo nesse indicador. As empresas catarinenses responderam por 8,53% de todos os empregos de TI no país e o salário médio pago ficou em R$ 6.195.
“Temos uma das maiores taxas de crescimento de empresas do país, um faturamento que cresce quase o dobro da média nacional e, agora, a segunda maior geração de empregos. Isso é resultado de um ecossistema que apoia desde a incubação até a internacionalização, com infraestrutura, programas de capacitação e uma cultura empreendedora forte. Santa Catarina prova que é possível crescer de forma sustentável e competitiva”, afirma Diego Ramos, presidente da Acate.
Na avaliação do empresário, SC está crescendo mais do que a média brasileira porque combina crescimento acelerado com qualidade.
Salto no número de empresas
Outro destaque foi o crescimento de 16,4% no número de empresas de tecnologia no ano de 2025. Assim, o estado somou 34,2 mil empresas no setor.
O estudo, feito pela Trillia, empresa de tecnologia da B3, com uso de dados públicos, destaca também que SC teve o sexto maior faturamento em TI do Brasil. E no estado, passou a responder por 8% do Produto Interno Bruto (PIB), um acréscimo de 0,25 ponto percentual frente ao ano anterior.
A análise de dados incluiu ainda a força do setor na economia de Florianópolis e em regiões de SC. A capital catarinense seguiu com a maior participação de TI no PIB municipal, 21% do total e abaixo do dado anterior, de 25%.
Receita por região
De acordo com o Observatório Acate, a Grande Florianópolis concentrou no ano passado 39,6% do total do faturamento, somando R$ 18,98 bilhões. Em segundo lugar ficou o Vale do Itajaí, com 28% (R$ 13,4 bilhões) seguido pelo Norte do estado, com 17,6% da receita (R$ 8,41 bilhões).
Todas as regiões catarinenses tiveram crescimento de receita entre 2022 e 2025, com altas maiores no Vale do Itajaí e Norte do estado.
