A família encontrada morta dentro de um apartamento em Curitiba, no Paraná, na tarde de terça-feira (25), se comunicou pela última vez com outras pessoas no domingo (23). O contato foi por uma mensagem com uma amiga da médica Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, que deve ser usada pela polícia para reconstruir os últimos momentos deles.
Além de Claudia, também foram encontrados mortos o filho dela, Rafael Furuyama, de 21 anos, e o marido dela, o engenheiro Marcos Alberto Furuyama, de 58 anos, todos dentro do apartamento em que moravam no bairro Água Verde, trancado pelo lado de dentro, conforme informações do g1. Os corpos foram descobertos após o cão da família latir sem parar.
Segundo o delegado Ivo Viana, a troca de mensagens entre Claudia e a amiga aconteceu no fim da tarde de domingo.
“A amiga mencionou para nós que teria ido lá levar uma encomenda, mas não teria subido no imóvel. [A encomenda] foi entregue na portaria”, disse.
Médica faltou ao trabalho
Colegas também estranharam o fato de Claudia ter faltado ao trabalho e foram até o condomínio. Os vizinhos também não viam a família e se preocuparam com a situação, acionando o síndico.
O profissional chamou um chaveiro depois de tentar comunicação com a família e encontrou os corpos em um quarto.
Marcas de facadas
Os três tinham marcas de facadas pelo corpo. Perto de Marcos, foi encontrada uma faca, segundo a Polícia Militar.
“Os três tinham ferimentos no corpo compatíveis com arma branca, que foram recolhidas, inclusive duas armas brancas, uma faca e um canivete, que tinham alguns vestígios de sangue. Agora, a gente vai submeter à análise de perícia para ver de quem é o sangue que está nessas armas”, disse o delegado Ivo.
A PM registrou o caso como possível duplo homicídio seguido de suicídio. No entanto, a Polícia Civil vai investigar o caso para entender o que aconteceu no apartamento.
Quem era a família
Marcos era engenheiro, enquanto Cláudia era médica e trabalhou como pediatra em uma Unidade Básica de Saúde de Araucária por 20 anos. Nas redes sociais, a Secretaria de Saúde disse que a dedicação da profissional “à saúde pública e o trabalho realizado junto à população deixam uma importante lembrança entre todos“.
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