Uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina teve como alvo um grupo investigado por utilizar pedidos de reembolso realizados por servidores públicos estaduais de Santa Catarina e seus dependentes de um plano de saúde para aplicar golpes no Estado. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Palhoça, na Grande Florianópolis, e em Criciúma, no Sul catarinense, na manhã desta quinta-feira (27).
Também foram alvos locais na capital paulista e em Campinas, em São Paulo, além do Distrito Federal. A operação foi batizada de “Placebo” e contou com o apoio da Polícia Civil do Distrito Federal, Polícia Civil de São Paulo e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Suspeitos entravam em contato com beneficiários pelo WhatsApp
A investigação começou depois que um comunicado formal foi emitido pelo site do plano de assistência à saúde dos servidores públicos estaduais de Santa Catarina onde a identidade da empresa estaria sendo usada para a prática de golpes contra os beneficiários.
Segundo a polícia, os suspeitos entravam em contato com as vítimas pelo WhatsApp, se passando por funcionários ou representantes, com o uso de dados reais das vítimas e informações sobre solicitações de reembolso ou adesão ao plano de saúde.
Com isso, os beneficiários eram induzidos a acreditar que realmente precisavam realizar procedimentos para a liberação de reembolsos ou regularização de serviços. A partir disso, os suspeitos enviavam links maliciosos, aplicativos falsos ou pedidos para que fossem fornecidas ou validadas informações pessoais dos beneficiários.
Transferências por Pix e contrato de empréstimos
A polícia apurou que o objetivo dos criminosos era que as vítimas realizassem transferências por Pix, contratassem empréstimos fraudulentos, ou que eles obtivessem acesso a bancos para tentar realizar compras em valores altos.
Pelo menos seis pessoas que vivem em Santa Catarina foram vítimas dos golpes. A polícia busca entender, durante a investigação, como os criminosos obtinham informações relacionadas aos procedimentos que os beneficiários realizavam com o plano de saúde, já que as fraudes aconteciam depois que as vítimas solicitavam, de fato, reembolsos ou buscavam aderir ao plano.
Polícia quer identificar criminosos
A operação quer aprofundar a identificação dos responsáveis pelos golpes, com a apreensão de dispositivos eletrônicos, documentos e outros elementos de prova.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado por meio eletrônico, falsa identidade e associação criminosa.
As investigações seguem em andamento.
