O Centro de Previsão de Clima Espacial (SWPC, na sigla em inglês), vinculado à Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), emitiu um alerta de tempestade geomagnética moderada para esta sexta-feira (28). A medida ocorre devido ao deslocamento de ejeções de massa coronal, grandes explosões de plasma e campo magnético, que partiram do Sol em direção ao nosso planeta.
Segundo o Space, portal especializado em astronomia, além das ejeções de plasma, o planeta já se prepara para sentir os impactos de um fluxo de vento solar de alta velocidade vindo de um buraco coronal na atmosfera do Sol. Esse fenômeno levou à emissão de um aviso prévio de tempestade geomagnética menor (nível G1) para esta quinta-feira (27). De acordo com os especialistas ouvidos pelo Space, o encontro simultâneo desses dois fenômenos pode intensificar a atividade magnética na atmosfera terrestre.
A origem da maior parte dessa instabilidade é a região de manchas solares identificada como AR4513. Em um intervalo de poucas horas, esse ponto de atividade solar registrou múltiplas erupções, ocmo uma explosão de classe M6.9 na última terça-feira (25). As erupções solares de classe M figuram como o segundo nível mais potente da escala científica, ficando atrás apenas das violentas erupções de classe X.
De acordo com o Space, como consequência imediata dessa explosão de energia, o lado da Terra que estava voltado para o Sol no momento da erupção sofreu um blackout temporário de rádio de nível moderado (R2). A oscilação afetou transmissões de alta frequência sobre faixas da Europa, África e regiões polares do Ártico.
Esse fenômeno ajuda a amplar o espetáculo das auroras boreais e caso a tempestade G2 se confirme e os campos magnéticos do plasma solar interajam de forma ideal com a magnetosfera da Terra, o brilho das auroras poderá ser avistado mais ao sul do que o habitual, cobrindo áreas do norte dos Estados Unidos e da Europa.







