Quanto tempo uma carta de Fritz Müller levava para chegar até Darwin? Minigame do Museu de Blumenau responde

Fatos e curiosidades históricas também estão disponíveis no jogo gratuito elaborado pelo museu histórico de Blumenau

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Muito antes da comunicação instantânea, as descobertas e observações científicas viajavam por cartas e é justamente isso que o jogo busca mostrar. (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total / Divulgação)

Você já se perguntou quanto tempo uma carta do Fritz Müller levava para chegar até as mãos de Charles Darwin, na Inglaterra, em meados de 1800? O minigame “Cartas para Darwin”, lançado pelo museu histórico nesta semana, responde a essa pergunta e muitas outras.

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Muito antes da comunicação instantânea, as descobertas e observações científicas viajavam por cartas e é justamente isso que o jogo busca mostrar. Sempre tendo Blumenau como o ponto de partida, o jogador escolhe destinos e formas de enviar uma carta até Darwin: navio a vapor, avião, navio cargueiro, internet e até animais, como borboleta, formiga e uma tartaruga, podem servir de “carteiros”.

A cada escolha, o minigame mostra uma contextualização histórica, a distância e quanto tempo a mensagem levaria para chegar ao destino, seja ele Nova York ou a Lua, permitindo comparar distâncias, meios de transporte e formas de comunicação.

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O jogo também tem uma coleção de selos, adquiridos durante a experiência, que permite selecionar diversos lugares ao redor do mundo e fora dele para enviar uma carta.

Para jogar o minigame, que é gratuito, não é necessário fazer download, cadastro ou criar nenhum tipo de conta. Basta acessar este link, que também pode ser encontrado pelas redes sociais do museu. Além do público em geral, o museu destaca como o minigame pode ser usado como uma ferramenta em escolas como recurso pedagógico para abordar temas como história, geografia, ciência, comunicação, tecnologia, meios de transporte, tempo e distância.

Como visitar o museu

A Casa Fritz Müller abre gratuitamente para visitação de terça a sexta-feira, das 10h às 16h. Aos sábados, funciona das 9h às 13h. O museu histórico fica localizado na Rua Itajaí, 2195, no bairro Vorstadt, em Blumenau.

Fundado em junho de 1936, o museu teve a sede construída na casa em que o cientista alemão viveu os últimos anos de vida, entre 1867 e 1897. Animais empalhados, fósseis, ossos de espécies em extinção da Mata Atlântica, insetários, pertences de Fritz Müller, e uma biblioteca especializada em temas ambientais, compuseram o acervo. Nos jardins, espécies estudadas pelo cientista seguem plantadas e vivas.

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Confira como é o museu

Conheça o outro minigame

O primeiro minigame foi “Jogo das Borboletas”, lançado em julho deste ano, em que o jogador poderia se inspirar em Fritz Müller e testar o próprio olhar de naturalista. O jogo é uma corrida contra o tempo para identificar a mesma espécie de borboleta entre duas cartas e tocar nela o mais rápido que puder.

No site, também há uma pequena enciclopédia sobre as borboletas do mundo, com espécies, curiosidades e fatos sobre cada uma. Outra parte da página mostra todas as 18 coleções de insetos, entre borboletas, mariposas, besouros e cigarras, que compõem o acervo da Casa Fritz Müller. A página traz também mais detalhes sobre os espécimes expostos nas caixas entomológicas da sala “A Natureza Também Aprende” no museu.

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Outra parte do minigame, destinada para dúvidas, traz ainda mais informações sobre as borboletas. Já se perguntou por que algumas têm cores tão vibrantes? E se você já viu duas borboletas idênticas, não se engane pensando que são gêmeas, isso se chama mimetismo batesiano e é um disfarce de sobrevivência. E como se classifica uma borboleta? Qual o ciclo da vida completo delas? Para saber as respostas, vale a pena conhecer o minigame.

Saiba mais sobre a história do naturalista

O homem que ajudou Charles Darwin a comprovar a Teoria da Evolução das Espécies começou a treinar o olhar científico muito antes de chegar ao Brasil. Filho de um pastor protestante na Alemanha, Fritz Müller acompanhava o pai em caminhadas pelo campo, onde aprendia sobre plantas e insetos. A curiosidade o acompanhou pela vida inteira, como conta Luiz Roberto Fontes, médico e pesquisador, entrevistado para uma reportagem especial do NSC Total que celebrou os 200 anos do nascimento do naturalista.

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Formado em Medicina, recusou-se a prestar o juramento cristão exigido para receber o diploma por não concordar com o conteúdo. Ele preferiu abrir mão da carreira e emigrar para o Brasil em 1852. Quando chegou ao Vale do Itajaí, encontrou uma região coberta por mata nativa e marcada pelas dificuldades da colonização.

Em cartas da época, Müller relatava que passava mais tempo com a enxada e o machado do que com o microscópio. Ainda assim, foi justamente nesse ambiente que realizou as observações que o tornariam conhecido internacionalmente.

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A partir de estudos sobre crustáceos, insetos, plantas e borboletas da Mata Atlântica, ele reuniu evidências que ajudaram a sustentar a teoria da evolução proposta por Charles Darwin. Os dois mantiveram correspondência por décadas. Müller também publicou o livro “Für Darwin”, em 1864, considerado uma das primeiras grandes confirmações experimentais da teoria evolutiva.

Veja o documentário sobre os 200 anos de Fritz Müller