O Ranking de Competitividade dos Estados, realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e a Tendências Consultoria, traz pela primeira vez neste ano Santa Catarina na liderança. O estado desbancou São Paulo, que estava há 14 edições na liderança, chegou ao topo com avanço nos 10 pilares analisados, dos quais em quatro ficou em primeiro lugar.
Os secretários de estado da Fazenda, Cleverson Siewert, e de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, revelam houve esforço de longo prazo para melhorar indicadores e chegar à liderança.
A entrega desse reconhecimento foi realizada na manhã desta quinta-feira (27), em seminário em São Paulo organizado pelo CLP. O ranking é uma das informações utilizadas pelo estado para atrair investimentos.
Quando a primeira edição do Ranking de Competitividade dos Estados foi realizada, em 2011, Santa Catarina ficou em sétimo lugar. Naquele ano, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável era o atual titular da pasta de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen. Segundo ele, a pasta logo iniciou ações para melhorar a posição de SC no ranking.
Foram obtidos avanços, chegando ao 3º lugar. Mas, com a expectativa de que seria possível avançar mais, esse movimento foi retomado no atual governo com empenho para melhorar todos os indicadores, informa o secretário da Fazenda, Cleverson Siewert.
“Desde 2023, quando assumimos, entendemos que essa era uma lógica de comparação dos estados que podia fazer com que avançássemos em gestão. Montou um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria de Fazenda em conjunto com a de Planejamento para avaliar e analisar todos os 10 pilares. Criamos programas específicos para poder avançar. Então, tudo isso que está acontecendo, não caiu do céu. Houve trabalho para que pudéssemos avançar em cada um dos pontos”, revela Cleverson Siewert.
De acordo com a análise de dados que resultou no ranking deste ano, SC ficou em primeiro lugar nos pilares Capital Humano, Potencial de Mercado, Segurança Pública e Sustentabilidade Social; em 2º lugar em Educação e Inovação; em 3º em Eficiência da Máquina Pública; 4º em Solidez Fiscal e Sustentabilidade Ambiental; e em 5º em Infraestrutura.
Na avaliação de Siewert, o resultado obtido neste ano traduz exatamente a realidade da economia e do desenvolvimento social de SC. Nos últimos 10 anos, o estado atraiu mais de 500 mil migrantes. Essas pessoas vieram buscar emprego, renda, qualidade de vida e educação, o que SC consegue entregar e aparece nos pilares do ranking.
Esforço que começou em 2011
“No primeiro ranking, de 2011, quando Santa Catarina apareceu em sétimo lugar, formamos um grupo de trabalho para melhorar os indicadores. Avaliamos tínhamos potencial para subir nesse no ranking. Em 2015, já entregamos o estado em terceiro lugar”, informa Paulo Bornhausen, secretário de Estado de Articulação Internacional.
Para ele, o resultado atual é um avanço gradual desses 15 anos do ranking. Em 2017, SC avançou para o segundo lugar, onde ficou por nove anos, sempre diminuindo a diferença em relação a São Paulo. Mas, agora, segundo ele, deu-se a passagem por causa dos investimentos públicos, do saneamento das contas do estado, da recuperação da capacidade de investimento público, da atração de investimentos privados, do destaque em real state (setor imobiliário) no Litoral e outros avanços.
“Isso mostra que não foi uma passagem qualquer. É uma passagem muito constante. O desafio, agora, vai ser manter isso e dar o próximo salto, que é a visão da internacionalização da economia. Não há como você, daqui para frente, liderando o Brasil, não internacionalizar Santa Catarina, que já é o estado mais internacionalizado do Brasil. Mas, estamos longe dos parâmetros da OCDE. Devemos buscar esses parâmetros”, destaca Paulo Bornhausen.
Dados econômicos em destaque
O secretário da Fazenda observa que o potencial de mercado, um dos pilares que colocaram SC na liderança, resulta da força da economia do estado como um todo.
“Santa Catarina tem população maior hoje, tem um PIB per capita ainda maior e, naturalmente, isso se traduz na lógica das empresas que produzem mais, nas lógicas do varejo, do comércio, da sociedade e da economia como um todo. Acho que isso é um processo absolutamente natural e normal”, observa o secretário Cleverson Siewert.
Ele cita também os investimentos diretos realizados pelo atual governo na construção de rodovias, escolas e hospitais, que somaram R$ 13 bilhões em quase quatro anos. De acordo com o secretário, considerando o valor presente, foi o maior investimento da história do estado de SC numa gestão.
