O presidente Lula (PT) deu um sorriso e disse que “parecia que estava no Ministério Público”, após os jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos encerrarem perguntas sobre investigações envolvendo Lulinha e fraudes no INSS. Ele foi entrevistado pela bancada do Jornal Nacional, da rede Globo, na noite desta quinta-feira (27).
“Candidato, vamos falar de contas públicas e ajuste fiscal”, disse Renata, ao trocar de assunto.
“Eu acho que tá na hora de falar, porque tava parecendo que eu tava no Ministério Público”, respondeu Lula, rindo em seguida.
Lula nega que ofereceu “qualquer cargo” a lobista do INSS
Lula também negou ter oferecido qualquer cargo no governo à lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de participação no esquema de fraudes do INSS.
A fala ocorreu quando Lula foi questionado sobre uma mensagem encontrada no celular da lobista de que ele teria oferecido um cargo para ela no governo.
“É de uma imbecilidade. Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, não conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, disse Lula.

Lula defende inocência de Lulinha
Lula também defendeu a inocência de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, investigado em três inquéritos abertos pela Polícia Federal (PF) neste ano, que apuram um suposto tráfico de influência em favor de empresas interessadas em obter contratos com o governo federal.
“São ilações, ilações, ilações. Tiradas de telefonemas. Eu conheço isso muito bem, porque já vivi isso”, disse.
Lula disse que não fará movimentos para poupar seu filho, enquanto presidente. Questionado sobre conversas encontradas no telefone de Lulinha, Lula disse que isso “não justifica nada”.
“O fato de ter pego conversa no telefone não justifica absolutamente nada. Até agora não existe uma prova de um centavo público. Até agora não tem uma prova de uma conversa do meu filho com qualquer ministro. E eu tenho certeza de que não fez”, declarou Lula.











