Café com Ânderson: Fundo eleitoral movimento o cenário em Santa Catarina

Os destaques dos bastidores do Poder estão no Café

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(Foto: Arte NSC)

Bom dia! Está servido o Café com Ânderson deste 28 de agosto de 2026, sexta-feira. Leia abaixo:

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Fundo com fundo
As reclamações sobre a partilha do fundo eleitoral se repetem em praticamente todos os partidos. Candidaturas a deputado estadual e federal têm questionado os critérios adotados pelas executivas nacionais para a distribuição dos recursos. Há quem pense em desistir, inclusive. Os relatos são de que os valores recebidos ficaram aquém do esperado, além dos casos em que o dinheiro ainda não chegou.

O quarto
O governador Jorginho Mello (PL) é o quarto que mais recebeu recursos da presidência nacional do PL para a disputa da reeleição. Ele fica somente atrás do presidenciável do partido, Flávio Bolsonaro, do candidato ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, e do candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro.

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Valores
O recurso destinado a Jorginho foi de R$ 5,7 milhões, por Pix. A candidata ao Senado, Carol de Toni (PL), recebeu R$ 2,1 milhões, enquanto Carlos Bolsonaro ainda não aparece na lista dos destinatários de recursos no portal do TSE. Candidatos a deputado federal considerados favoritos dentro do PL receberam R$ 1,5 milhão cada.

Autodoação
Gelson Merisio (PSB), que fez uma autodoação de R$ 1 milhão para a campanha, lidera a lista, no Brasil, de candidatos que fizeram aportes próprios.

“Dobradinha”
O candidato do PRD ao Senado em Santa Catarina, Jeferson Rocha, anunciou uma “dobradinha” com Carol de Toni. Como Jeferson não tem um segundo nome na chapa do PRD para o Senado, ele divulgou que seu segundo voto será na candidata do PL. Além disso, passou a pedir voto para ambos: tanto para ele quanto para Carol.

OAB e Lide
Seis temas fundamentais para o setor produtivo de Santa Catarina devem pautar o debate entre os candidatos ao Senado por SC, que acontece no dia 1º de setembro, em Florianópolis. As perguntas, elaboradas por lideranças de diversos segmentos da economia e da sociedade, abordarão infraestrutura e parcerias público-privadas, educação para o futuro, sustentabilidade e desenvolvimento econômico, cidades inteligentes, saúde e bem-estar, além de inovação e tecnologia. O evento será promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC), em parceria com o LIDE Santa Catarina. O encontro ocorre às 19h e terá transmissão em vídeo.

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Bancada dos trabalhadores
Candidata a deputada federal, a vereadora de Criciúma Giovana Mondardo (PCdoB) confirmou a entrada na chamada “Bancada dos Trabalhadores e Trabalhadoras”, principal compromisso da campanha do candidato a deputado federal pelo PT de São Paulo Moisés Selerges. O movimento visa à criação de uma Frente Parlamentar dos Trabalhadores no Congresso Nacional. Selerges tem recebido o apoio de Lula (PT).

Denúncia rejeitada
Por unanimidade, os desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) rejeitaram a denúncia oferecida pelo Ministério Público estadual (MP-SC) contra o ex-prefeito de Gaspar, Kleber Edson Wan-dall. O ex-gestor havia sido acusado da prática de crime de responsabilidade, sob a alegação de uso indevido de verbas públicas para autopromoção mediante a vinculação de sua imagem pessoal ao programa “Avança Gaspar”. A acusação sustentava que quatro vídeos publicitários veiculados entre 2018 e 2021 configuravam desvio de finalidade e promoção pessoal do então prefeito, com custo total estimado pelo órgão ministerial em R$ 75.227,85. Contudo, o colegiado acolheu integralmente o voto da relatora, Cinthia Bittencourt Schaefer, e absolveu o ex-prefeito das acusações.

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Motivos
Ao analisar o mérito da ação penal, a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina afastou as teses do Ministério Público que apontavam para a apropriação do patrimônio comunicacional e da marca institucional “Avança Gaspar” por parte de Kleber Wan-dall. Durante a instrução processual, depoimentos de testemunhas e ex-servidores da Superintendência de Comunicação comprovaram que a campanha publicitária possuía caráter estritamente institucional, focado no dever de transparência e na prestação de contas dos mais de R$ 150 milhões investidos em obras públicas no município. Além disso, a instrução demonstrou a ausência de dolo, de prejuízo ao erário ou de utilização da estrutura estatal para fins privados no material veiculado.