Lito Sousa quer manter vinda a SC para evento mesmo com diagnóstico de doença rara Creutzfeldt-Jakob

Especialista em aviação estava confirmado no HJ Conference, em Concórdia, e organização acompanha seu estado de saúde

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Lito Sousa viria a Concórdia para evento antes de diagnóstico de doença rara (Foto: Redes Sociais, Reprodução)

O especialista em aviação Lito Sousa estava confirmado para participar do HJ Conference, evento de empreendedorismo e negócios que será realizado em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, entre os dias 24 e 26 de setembro. A confirmação ocorreu antes de Lito receber o diagnóstico de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa extremamente rara, neurodegenerativa, progressiva e sem cura..

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Segundo nota divulgada pela organização do evento, Lito e sua equipe seguem manifestando o desejo de manter a participação na programação, desde que haja condições de saúde para que isso aconteça.

A organização informou que acompanha as atualizações sobre o estado de saúde do especialista e afirmou que, neste momento, a prioridade é respeitar o tratamento e o espaço de Lito.

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Apesar de a participação continuar confirmada, o HJ Conference decidiu não utilizar mais a imagem de Lito em campanhas comerciais do evento. A presença dele será mantida na programação enquanto houver condições para a participação, respeitando as orientações médicas e seu bem-estar.

Lito é conhecido por produzir conteúdos sobre aviação e por transformar assuntos técnicos em explicações acessíveis ao público. A organização destacou ainda a relação construída com o especialista e afirmou que toda a equipe do HJ Conference e da A9 Educação está torcendo pela recuperação de Lito e prestando apoio a ele e à família.

O HJ Conference ocorre em Concórdia, no Oeste de SC, entre 24 e 26 de setembro.

Qual é a doença de Lito Sousa

Segundo o Ministério da Saúde, a Doença de Creutzfeldt-Jakob é uma condição priônica rara e progressiva que atinge o sistema nervoso central. A enfermidade é caracterizada por alterações na proteína priônica celular, e a confirmação diagnóstica envolve exames específicos de imagem, análise do líquido cefalorraquidiano e sequenciamento genético.

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O que causa essa condição no cérebro?

A doença é provocada por uma partícula proteica infectante conhecida como príon (do inglês Proteinaceous Infectious Particles). Diferente de vírus ou bactérias, os príons são estruturas microscópicas formadas exclusivamente por proteínas alteradas, altamente estáveis e extremamente resistentes aos processos de desinfecção físico-químicos convencionais.

Quais são os principais sintomas apresentados pelos pacientes?

O quadro costuma se iniciar com perda progressiva de memória, declínio cognitivo (demência), tremores, descoordenação motora e alterações do comportamento. Com o avanço rápido da enfermidade, podem surgir episódios de espasmos musculares involuntários, limitações na fala, distúrbios de visão, dores de cabeça, insônia grave e depressão. A rápida regressão das funções motoras e mentais é um dos pontos que a diferencia de outras condições neurológicas, como a Doença de Alzheimer.

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Quais são os tipos ou formas clínicas da DCJ?

A medicina categoriza a doença em três modalidades:

  • Esporádica: Responde por cerca de 85% dos casos confirmados. Surge sem causa aparente ou padrão de hereditariedade definido, acometendo com maior frequência adultos a partir dos 65 anos. Não possui relação epidemiológica com consumo alimentar ou viagens.
  • Hereditária (Genética): Corresponde a 5% a 15% dos diagnósticos e decorre de mutações no gene PRNP, responsável pela síntese do príon. Pode ser confirmada por sequenciamento genético e orientar o aconselhamento familiar.
  • Iatrogênica: Responsável por menos de 1% dos registros, e ocorre por contaminação acidental durante procedimentos cirúrgicos invasivos (como uso de instrumental neurocirúrgico contaminado, transplantes de córnea ou enxertos dura-máter) ou administração histórica de hormônios derivados de cadáveres.

A Doença de Creutzfeldt-Jakob é contagiosa no dia a dia?

Não. Não existe qualquer evidência científica de transmissão aérea, por abraços, beijos, relações sexuais ou pelo compartilhamento de utensílios domésticos, talheres, copos, roupas e ambientes comuns. Familiares e cuidadores não correm risco adicional pelo convívio social rotineiro com o paciente.

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Como é feito o diagnóstico da DCJ?

O diagnóstico presuntivo é fundamentado no quadro clínico e em exames complementares, como a ressonância magnética do crânio, eletroencefalograma (EEG), análise do líquido cefalorraquidiano (para detecção da proteína 14-3-3) e sequenciamento genético. No entanto, de acordo com as diretrizes de saúde, a confirmação definitiva só é obtida por meio de exame neuropatológico pós-morte (necropsia) em fragmentos do tecido cerebral.

Existe tratamento ou cura para a enfermidade?

Até o momento, não há terapias capazes de reverter ou deter a progressão da DCJ. Cerca de 90% dos pacientes diagnosticados evoluem para óbito dentro do período de um ano. As condutas médicas são concentradas no suporte paliativo integral, controle sintomático e assistência multiprofissional para garantir conforto ao paciente e apoio emocional às famílias.

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Segundo o Ministério da Saúde, a partir do ano de 2005 até o ano de 2021, foram registradas no Brasil 1.576 notificações de casos suspeitos da DCJ, com registros mais frequentes em pessoas residentes nas Regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

“Os estados com maior número de casos suspeitos notificados foram: São Paulo com 32,5% (512), Paraná com 12,0% (189) e Minas Gerais com 10% (158).  A maior frequência de notificações foi registrada entre as idades de 55 a 74 anos, representando 60,2% (994) do total. Quanto ao sexo, foi observada pequena variação, sendo 53,6% (845) de casos suspeitos do sexo feminino e 46,3% (730) do sexo masculino”, expõe o Ministério.