Apesar de juros altos e tarifaços, prévia do PIB de SC cresce mais que a do Brasil no primeiro semestre

Os setores de comércio e serviços garantiram resultado positivo para a prévia do PIB de SC no primeiro semestre

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A renda do trabalhador de Santa Catarina cresceu 7,1% no acumulado de quatro trimestres até junho deste ano e isso impulsionou o consumo no comércio e serviços. Na foto, a "Rua dos Guarda-Chuvas" na Travessa Ratcliff, inaugurada em fevereiro deste ano no Centro de Florianópolis (Foto: Estela Benetti)

Santa Catarina alcançou no primeiro semestre de 2026 crescimento de 1,56% no Índice de Atividade Econômica regional (IBCR-SC), apurado pelo Banco Central e considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado superou um pouco o nacional, que teve alta de 1,52% no mesmo período. O resultado positivo de SC foi puxado principalmente pelo comércio e serviços, que foram impulsionados pelo maior consumo das famílias, concluiu a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

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As pesquisas setoriais do IBGE apuraram que na primeira metade de 2026, o comércio ampliado liderou o crescimento no estado com alta em volume de 4,7% e os serviços cresceram 1,3% frente ao mesmo período de 2025. A produção industrial teve recuo de 1,7% na mesma comparação.

Para a Fiesc, o resultado da prévia do PIB mostra a capacidade da economia catarinense de sustentar trajetória de alta, mesmo em fase com adversidades como a taxa alta de juros que restringiu a oferta de crédito. Nesse período, a maior renda das famílias favoreceu o resultado.

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“A atividade industrial, apesar de ter mostrado recuperação no segundo trimestre, teve um ritmo de crescimento mais lento do que o esperado, reflexo dos juros altos, crédito restritivo e tarifas comerciais dos Estados Unidos, afetando exportações”, destacou o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme.

De acordo com a federação, no mês de junho deste ao, a renda do trabalhador de Santa Catarina registrou alta de 7,16% no acumulado de quatro trimestres. No Brasil, nessa mesma comparação, a alta da renda média chegou a 5,20%. O que impactou mais positivamente em SC foi o aumento no número de empregos e ganho real de salários.

O economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt, observa que a renda salarial cresceu em SC principalmente em função da isenção do Imposto de Renda a quem ganha até R$ 5 mil e o reajuste do salário mínimo com aumento real.

Entre os resultados que impactam positivamente a economia está também o crescimento das exportações em 4,3% no primeiro semestre.

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Considerando os resultados do primeiro semestre, o economista da Fiesc estima que a economia do estado poderá encerrar 2026 com crescimento de 2,1%. A continuidade do crescimento é positiva, segundo ele, apesar de ser em ritmo menor do que em 2024 (4,9%) e em 2025 (4,2%).