Roupa vira robô: sistema com tubos de ar veste calças e jaquetas sozinho pelo corpo

Roupa usa estruturas infláveis que avançam pelo corpo e consegue vestir mangas, jaquetas e calças com pouco ou nenhum esforço do usuário

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Tecnologia de KAIST e Stanford pode ajudar idosos e pessoas com mobilidade reduzida (Foto: Nam Gyun Kim et al. / CC BY 4.0)

Tecnologia de KAIST e Stanford pode ajudar idosos e pessoas com mobilidade reduzida (Foto: Nam Gyun Kim et al. / KAIST e Stanford)

Vestir uma calça pode estar entre as primeiras tarefas cotidianas a ganhar uma ajuda inesperada da robótica. Em vez de colocar um robô diante de uma pessoa, pesquisadores resolveram transformar a própria roupa em uma máquina capaz de se vestir.

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Desenvolvido por cientistas do KAIST e da Universidade Stanford, o sistema usa estruturas flexíveis movidas a ar. Quando são pressurizadas, elas avançam pelos membros, vestindo o usuário.

Batizada de SWAG, sigla para Self-Wearing Adaptive Garment, a tecnologia já foi testada em mangas, calças e jaquetas. Em junho de 2026, o trabalho recebeu um dos prêmios de melhor artigo da IEEE Robotics and Automation Letters durante a conferência ICRA, em Viena.

Roupa vira robô

O segredo está escondido dentro do tecido. Em vez de motores rígidos e articulações metálicas, tubos flexíveis recebem ar comprimido e começam a se desenrolar, conduzindo a peça de roupa pelo corpo enquanto aumentam de comprimento.

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O movimento lembra uma meia sendo virada para o lado certo. A estrutura avança pela extremidade, em vez de precisar arrastar toda a roupa sobre a pele. Assim, o sistema reduz o atrito e permite que o tecido acompanhe curvas e mudanças de postura.

Demonstrações com peças completas mostraram uma jaqueta sendo colocada em cerca de 13 segundos. Uma calça levou aproximadamente 21 segundos para avançar pelas pernas e chegar à posição planejada.

Sem braço mecânico

Até agora, boa parte das pesquisas sobre robôs capazes de vestir pessoas utiliza braços mecânicos externos. O problema é que tecidos dobram, enrugam e mudam de posição constantemente, o que dificulta o trabalho do robô e exige sensores muito precisos.

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O SWAG tenta escapar desse modelo. Como o mecanismo está incorporado à própria peça, a forma física do robô ajuda a guiá-lo pelo corpo. Os pesquisadores demonstraram o sistema mesmo quando braços ou pernas estavam dobrados ou mudavam de posição durante o processo.

Mais que comodidade

A principal aplicação imaginada pelos pesquisadores não é eliminar alguns segundos da rotina de quem já consegue se vestir normalmente. A tecnologia foi pensada principalmente para idosos, pacientes em reabilitação e pessoas com mobilidade limitada.

Nesse cenário, vestir-se sem depender de outra pessoa pode representar maior autonomia em uma atividade diária bastante pessoal. A equipe também vê possibilidades fora de casa, especialmente onde trabalhadores precisam colocar roupas especiais rapidamente.