Reforma tributária: o ‘split payment’, para recolher impostos na hora da venda, é postergado para 2028

Sistema ‘split payment’ preocupa o setor produtivo porque empresas ficarão sem valores tributários para usar como capital de giro por algumas semanas

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Receita Federal define a adoção gradativa da reforma tributária. A implantação do 'split payment' foi postergada por questão técnica (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

Com o objetivo de simplificar a arrecadação de impostos e evitar sonegação, a reforma tributária incluiu o sistema ‘split payment’, que permite a arrecadação de impostos em tempo real. A Receita Federal informa que a entrada em vigor obrigatória desse sistema será em 2028 nas operações entre empresas e não mais em 2027. Essa informação foi antecipada pelo G1.

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A motivação para essa postergação é técnica, informou o subsecretário de Gestão Corporativa da Receita Federal, Juliano Neves para o G1. Isso porque todo o sistema financeiro nacional terá que estar adequado para recolhimento dos novos impostos, incluindo as transações eletrônicas financeiras e o Pix.

Essa postergação do ‘split payment’ dá um alívio temporário ao setor empresarial, que está muito preocupado com o recolhimento imediato de impostos, na hora da venda. Isso porque muitas empresas usam esse recurso de tributos como capital de giro por algumas semanas. É que elas recebem pagamentos ao longo do mês nas suas vendas, mas recolhem ao fisco somente uma vez por mês, no dia 20 ou 25 de cada mês.

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Inovação de empresário em SC

O sistema de ‘split payment’, foi criado pelo empresário Miguel Abuhab, do setor de tecnologia de Joinville, Santa Catarina. O objetivo foi facilitar a arrecadação de impostos. Mas com o emaranhado tributário no Brasil, o sistema só se tornou aplicável para o país em modelo da reforma tributária com IVA, que tem menos impostos.

Receita prevê opções para arrecadar

De acordo com a Receita Federal, as empresas poderão escolher se querem fazer suas vendas com o ‘split payment’ ou não. E poderão adotar modelo alternativo para receber créditos tributários mais rapidamente, o Recolhimento pelo Adquirente (RAD).

A Receita trabalha em várias frentes para ter todos os sistemas ajustados para a arrecadação dos impostos da nova reforma.

Em 2027, vão começar a cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que é o tributo federal e uma alíquota baixa do Imposto Sobre Serviços (IBS), que é o imposto dos estados e municípios.

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Esses novos tributos integram IVA brasileiro, o seja, a tributação de valor agregado que torna semelhante o sistema do país aos demais do mundo na arrecadação de impostos.

Para as empresas do Simples Nacional, o fisco informa que a opção poderá ser seguir no modelo de arrecadação atual ou optar pelo sistema híbrido caso tenham créditos tributários a receber. Os microempreendedores individuais (MEIs) deverão seguir no modelo atual de recolhimento de impostos.