Gatinha laranja mia sem parar, é resgatada de dentro de uma escavadeira, ganha EPI e passa a fazer parte da equipe de construção

Em julho, o supervisor de uma obra em Ohio ouviu um miado vindo de dentro da escavadeira, removeu a placa de proteção da máquina e encontrou uma gatinha presa no motor

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gatinha resgatada de escavadeira

Não era defeito na máquina: o som que vinha da escavadeira era uma gatinha de poucas semanas presa no compartimento do motor (Foto: Reprodução, YouTube, River Reach Construction)

O barulho não vinha do motor. Em 14 de julho, o supervisor de operações Chase Guello inspecionava uma escavadeira em um canteiro de obras em Leavittsburg, no nordeste de Ohio, quando ouviu um som agudo e intermitente que não correspondia a nenhuma peça da máquina. Ele descreveu o ruído como algo entre um bipe fraco e um guincho.

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A origem era uma gatinha laranja de poucas semanas de vida, alojada no compartimento do motor de uma escavadeira da marca Komatsu. Segundo Guello, o animal provavelmente estava ali havia um ou dois dias.

Como foi o resgate

Não era possível alcançar o animal abrindo uma tampa. Guello rastejou por baixo do equipamento e removeu uma das placas de proteção do maquinário, as chamadas skid plates, criando uma saída pela parte inferior da estrutura. A gatinha caiu por essa abertura e foi recolhida pela equipe.

Os trabalhadores levaram o animal para o contêiner administrativo do canteiro, com ar-condicionado, e passaram os dias seguintes procurando a mãe e possíveis irmãos da ninhada nas imediações. Nenhum outro gato foi encontrado.

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A empresa responsável pela obra é a RiverReach Construction, sediada em Barberton, também em Ohio. A companhia atua em construção ambiental, com serviços de restauração de rios e córregos, remoção de barragens, dragagem e remediação de áreas degradadas.

O nome veio da máquina

A equipe batizou a gata de Komatsu, em referência à marca da escavadeira onde ela foi encontrada. No dia a dia, ficou o apelido: Sue, extraído da sílaba final do nome.

Guello registrou o resgate e as etapas seguintes em uma série de vídeos publicados nas redes sociais da construtora. As imagens acumularam milhões de visualizações ao longo de agosto e foram reproduzidas por veículos americanos como UPI, KTLA e a afiliada WJW-TV, de Cleveland.

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Depois que os vídeos circularam, a fabricante Komatsu enviou à empresa um kit com colete refletivo e capacete de segurança em tamanho de gato.

Duas semanas de cuidados e uma casa definitiva

Filhotes com poucas semanas de vida precisam de alimentação frequente e controle de temperatura, o que inviabiliza a permanência em um canteiro de obras. A gata foi encaminhada a uma cuidadora com experiência em acolhimento temporário, amiga da mãe de Guello e ligada à One of a Kind Pets, organização de resgate e adoção de animais de Akron.

Depois de cerca de duas semanas nesse acolhimento, ela foi entregue a Jared, mecânico da oficina da RiverReach, que tem experiência com animais e mora com a família em uma propriedade rural. Em atualização publicada pela empresa em agosto, Guello afirmou que a gata estava bem e passava os dias brincando com os filhos do mecânico.

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A ideia da equipe é que, quando ela tiver idade suficiente, passe a acompanhar Jared no trajeto entre a casa e a oficina, até se tornar a gata residente do galpão.

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Por que essas histórias se espalham

Casos de animais encontrados dentro de maquinário pesado, motores de carro e estruturas metálicas são relativamente comuns em cidades de porte médio, porque esses espaços oferecem calor e abrigo. O que costuma diferenciar um registro que viraliza dos demais é a documentação: neste caso, o resgate foi filmado desde o momento em que o ruído foi identificado, e as atualizações seguiram sendo publicadas semanas depois.